Ordem para matar trabalhadores baianos na Paraíba veio de chefe de facção criminosa no Rio de Janeiro

A ordem para matar os quatro trabalhadores baianos encontrados mortos em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi dada por um chefe de uma facção criminosa no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Paraíba, que investiga o crime, em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).

Esse suposto mandante do crime, e chefe da organização criminosa, está entre os foragidos e, conforme as investigações, está escondido no estado do Rio de Janeiro. A identidade dele não foi revelada.

De acordo com corporação, a principal linha de investigação sobre os quatro trabalhadores baianos mortos envolve uma suposta dívida de drogas relacionada a um dos trabalhadores, identificado como Lucas Bispo, de 22 anos. Os outros três homens não tinham dívidas do tipo.

Na noite da última quarta-feira (8), um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana, em Bayeux, também na Grande João Pessoa. Ele foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, após seis dias de investigações. Com o suspeito, os agentes encontraram o celular de uma das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, o homem preso já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas e faz parte da organização criminosa. A polícia informou, no entanto, que ele não era o fornecedor de drogas do trabalhador, conforme as apurações.

De acordo com a polícia, cinco suspeitos, além do preso, já foram identificados como envolvidos na execução dos trabalhadores e na ocultação dos corpos. Todos estão foragidos e têm mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário.

Durante a operação que prendeu um dos homens envolvidos, uma mulher que estava no local da prisão e também foi presa por tráfico de drogas. Segundo a investigação, ela não aparece como tendo ligação com o crime.

Entenda o caso

Quatro corpos foram encontrados em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa, na madrugada de sexta-feira (3).

A perícia inicial indica que as vítimas foram mortas há cerca de dois dias, por disparos de arma de fogo. Três delas estavam com as mãos amarradas para trás. Ainda de acordo com a polícia, o carro teria sido roubado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa.

Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível identificar visualmente as vítimas nem a quantidade de perfurações. Exames cadavéricos foram necessários para confirmar as identidades.

Ainda segundo a delegada, duas vítimas estavam com documentos, mas não há confirmação se pertencem, de fato, a elas. Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação.

Com G1/PB

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A Polícia Civil retirou nove câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes de iluminação pública em diferentes pontos de Campina Grande, nesta terça-feira (25). A ação foi realizada no âmbito da Operação Paraíba Mais Segura, que reúne forças de segurança no combate à atuação de facções criminosas.

Segundo a Polícia Civil, os equipamentos foram instalados sem autorização dos órgãos públicos e poderiam estar sendo usados por organizações criminosas para acompanhar a movimentação de policiais e de grupos rivais. A suspeita é de que as câmeras funcionassem como uma ferramenta de monitoramento e controle territorial.

A operação contou com cerca de 30 policiais, dez viaturas e drones, utilizados para mapear os locais onde os equipamentos estavam instalados.

A ação foi coordenada pela 2ª Superintendência Regional de Polícia Civil, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande, com apoio do 2º Comando Regional do Corpo de Bombeiros.