Município de Caririzeiro é condenado a indenizar em R$ 120 mil família de homem que morreu após acidente por causa de quebra-molas irregular construído pela Prefeitura

Depois de longa batalha judicial, o município de Soledade, foi responsabilizado pela morte de João Paulo da França Vasconcelos, durante acidente automobilístico ocasionado pela instalação de quebra-molas irregulares e sem a devida sinalização, fato registrado em 11 de março de 2016.

O prefeito soledadense na oportunidade era José Bento Leite que, logo após a morte de João Paulo, determinou a retirada imediata do quebra-molas irregular.

O caso foi julgado pela segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) na Apelação Cível nº 0800160-80.2018.8.15.0191.

Conforme consta no processo, o município foi responsável pela construção de uma lombada irregular e sem qualquer sinalização na avenida José Farias de Araújo, nas proximidades da BR-230, o que provocou a queda do condutor e, consequentemente, a sua morte, por traumatismo raqnimedular – fratura da 2ª vertebra cervical.

Seguindo o voto da relatora, a Desembargadora, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, a segunda Câmara Cível condenou o município de Soledade ao pagamento de indenização, a título de danos morais, no valor de R$ 120 mil, e, ainda, pensão mensal de 2/3 do salário mínimo em favor dos 3 filhos da vítima, desde a data da morte (11/03/2016) até que completem 21 anos de idade. 

O processo não cabe mais recurso e está pendente de cumprimento pela Prefeitura de Soledade.

Em primeira instância, a Prefeitura de Soledade havia sido condenada a pagar uma indenização de R$ 60 mil.

Porem tanto o município quanto os filhos da vítima, recorreram da decisão, aduzindo culpa exclusiva da vítima, ausência de provas da responsabilidade da edilidade e indenização excessiva. 

No entanto, a Prefeitura não apresentou provas de que João Paulo naquela noite fatídica estava transitando em velocidade excessiva e majorou a condenação para R$ 120 mil. 

A causa foi patrocinada pelo escritório Sydcley Batista Advocacia e Consultoria, que tem como advogados o Dr Sydcley Batista e a Dra Hellen Leite.

Veja teor da decisão AQUI.

De Olho no Cariri

Com Heleno Lima

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A Polícia Civil retirou nove câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes de iluminação pública em diferentes pontos de Campina Grande, nesta terça-feira (25). A ação foi realizada no âmbito da Operação Paraíba Mais Segura, que reúne forças de segurança no combate à atuação de facções criminosas.

Segundo a Polícia Civil, os equipamentos foram instalados sem autorização dos órgãos públicos e poderiam estar sendo usados por organizações criminosas para acompanhar a movimentação de policiais e de grupos rivais. A suspeita é de que as câmeras funcionassem como uma ferramenta de monitoramento e controle territorial.

A operação contou com cerca de 30 policiais, dez viaturas e drones, utilizados para mapear os locais onde os equipamentos estavam instalados.

A ação foi coordenada pela 2ª Superintendência Regional de Polícia Civil, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande, com apoio do 2º Comando Regional do Corpo de Bombeiros.