Mais de 40 mil motoristas paraibanos não fizeram exame toxicológico e podem ser multados

O prazo final para a regularização do exame toxicológico se aproxima e, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 3,4 milhões de condutores das categorias C, D e E ainda estão em situação irregular em todo o Brasil. Na Paraíba, são 41 mil motoristas irregulares. O prazo para o primeiro grupo de condutores das categorias C, D e E, com vencimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre janeiro e junho, terminou em 31 de março.

Agora, caso esses motoristas não façam o teste até 30 de abril, poderão ser multados diretamente pelos sistemas eletrônicos dos Departamentos de Trânsito (Detrans) estaduais e do Distrito Federal a partir de 1º de maio, conforme o artigo 165-D do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A não realização do exame dentro do período estabelecido é considerada infração gravíssima, sujeita à multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH.

Alerta – A Senatran enfatiza que os sistemas eletrônicos dos Detrans estaduais e do Distrito Federal serão responsáveis por verificar o cumprimento dos prazos, podendo aplicar as penalidades após o término do período adicional. Além disso, o órgão tem buscado orientar os condutores por meio de campanhas educativas e alertas emitidos via Carteira Digital de Trânsito (CDT) para que os motoristas realizem o teste.

Veja como verificar se seu exame toxicológico está em dia:

  • Acesse a área do condutor da CDT;
  • Clique no botão “Exame toxicológico”;
  • Verifique se o prazo para realização está vencido;
  • Em caso positivo, busque um dos laboratórios credenciados e faça a coleta para a realização do exame toxicológico.

Mais PB

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O Ministério Público (MP) Eleitoral instaurou, nesta terça-feira (8), procedimento para apurar possíveis ilícitos eleitorais relacionados a declarações feitas pelo vereador Roberto Cândido (União Brasil), durante sessão da Câmara Municipal de Junco do Seridó (PB), realizada em 3 de setembro de 2026.

As falas atribuídas ao parlamentar fazem referência à cobrança de apoio político de servidores municipais. Entre outras declarações, o vereador afirmou que o prefeito deveria chamar servidores individualmente para apresentar sua chapa e defendeu que aqueles que receberam oportunidade de emprego deveriam demonstrar gratidão por meio do voto. Também mencionou situações envolvendo participação em atos de campanha e exposição de bandeiras ou fotos.

O procedimento busca esclarecer se houve, de fato, constrangimento de servidores para apoiar candidaturas, obrigatoriedade de participação em reuniões ou atos de campanha, exigência de exposição de símbolos eleitorais em residências ou vinculação da permanência no emprego ao apoio político-eleitoral. O despacho considera, em tese, a possibilidade de abuso de poder político ou de autoridade, captação ilícita de sufrágio, condutas vedadas a agentes públicos e assédio eleitoral em ambiente de trabalho.

Como primeiras providências, o MP Eleitoral determinou que a Câmara Municipal encaminhe, no prazo de cinco dias, a gravação integral e a ata da sessão, além de informar sobre eventual procedimento ético-disciplinar relacionado ao vereador. A Prefeitura de Junco do Seridó também deverá prestar esclarecimentos, no mesmo prazo, sobre possíveis convocações, pressões ou exigências de apoio político dirigidas a servidores.

Cópias do procedimento foram encaminhadas ao promotor eleitoral de Juazeirinho (PB) para apuração de eventual repercussão criminal dos fatos e realização da oitiva do vereador. Também houve remessa à Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região para análise no âmbito de suas atribuições.

Demandas sobre assédio eleitoral em 2026 – O procedimento se soma às demais demandas recebidas pelo MP Eleitoral em 2026 relacionadas a assédio ou coação eleitoral. Conforme levantamento, 14 casos foram registrados neste ano, entre apurações finalizadas e em andamento.

De Olho no Cariri