Polícia Civil prende acusado de tentativa de feminicídio no Cariri

A Polícia Civil da Paraíba, em ação conjunta realizada pelas Delegacias Seccionais de Monteiro e Juazeirinho durante a OPERAÇÃO FUEGO, deu cumprimento ao mandado de prisão existente contra E.A.S, de 18 anos de idade, às 06h de hoje na cidade de Soledade/PB.

O mesmo é acusado de ter efetuado um disparo de espingarda calibre .12 contra o rosto de sua companheira de 18 de idade, enquanto consumiam bebidas alcoólicas na casa de uma amiga na cidade de Monteiro/PB, no dia 30/01/2023, tendo o crime sido praticado por ciúmes, simplesmente porque a vítima teria recebido uma mensagem de um amigo, através do aplicativo Instagram, solicitando um post de uma festa.

A vítima se defendeu com o braço, que acabou sendo amputado, devido à gravidade dos ferimentos. O crime causou bastante comoção na região e foi amplamente divulgado pela imprensa nacional.

Após intensa investigação e diversas diligências realizadas, inclusive no estado de Pernambuco, a Polícia Civil identificou o paradeiro de E.A.S., que estaria homiziado na casa de familiares no bairro Gouveião, em Soledade.

Assim, os Investigadores monitoraram a região, durante cerca de quinze dias, quando tiveram certeza que E.A.S. se encontrava em uma casa localizada na chamada “Rua da Pista”, no bairro Gouveião, em Soledade, local para onde se dirigiram na manhã de hoje e conseguiram capturar o foragido. Participaram da ação 10 policiais civis.

A Delegacia Seccional de Monteiro continua com 100% de elucidação e prisão dos casos relacionados a feminicídios.

De Olho no Cariri

Com Cariri Ligado

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB