Prefeito é assassinado a tiros dentro de casa, em cidade do Rio Grande do Norte

O prefeito de São José do Campestre, no Rio Grande do Norte, foi morto a tiros dentro de casa, no fim da noite de ontem (17). Conforme apurou a reportagem,  Joseilson Borges da Costa (MDB), de 43 anos sofreu três disparos de arma de fogo no rosto. Joseilson era conhecido como ‘Nenem Borges’. São José do Campestre é um município de 12 mil habitantes que fica próxima a divisa com a Paraíba, distante apenas 20 quilômetros da cidade paraibana de Tacima.

De acordo com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o crime aconteceu por volta das 23h. O autor do crime teria pulado o muro de uma escola abandonada, logo após atravessado um beco e então adentrado na casa do prefeito. O portão da residência, segundo a polícia, estaria aberto. Neném estava deitado no sofá de casa quando foi surpreendido pelos disparos.

Outros familiares também estavam no imóvel, mas não foram atingidos pelos tiros. O criminoso conseguiu fugir e segue sendo procurado pelas forças de segurança do RN.  O corpo  foi recolhido para a sede do Instituto Técnico-Científico de Perícia, em Natal, onde passa por perícia. A Polícia informou à imprensa local que as balas usadas no crime são de calibre 38.

Joseilson era agricultor e estava no segundo mandato na prefeitura local. Assumiu pela primeira vez em 2018, após a cassação de uma gestora da cidade. No mesmo ano, foi eleito em eleições suplementares. Em 2020, conseguiu a reeleição. Borges deixa esposa e filhos. Seu aniversário seria no próximo dia 1º.

A última publicação no instagram de Neném, é uma foto da família, publicada no story ainda ontem. No feed o último conteúdo também é relacionado à família, com imagens Nenem Borges era agricultor e faria 44 anos no próximo dia 1º de maio. Ele deixa esposa e dois filhos.

“Meu mundo é minha família, pois só junto de todos que fazem parte dela me sinto verdadeiramente feliz! Minha Base…” escreveu em um conteúdo compartilhado há dois dias. Em algumas das imagens é possível ver Neném e a família no Parque Estadual Pedra da Boca, em Araruna.

Click PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB