Caso Rossana: advogada de acusação denuncia que reú ameaçou a jovem durante audiência

Foi realizada na manhã desta terça feira, 28, a conclusão da audiência de instrução sobre o “Caso Rossana”, no qual José Anderson da Silva está sendo julgado após ser acusado de ter espancado quase até a morte sua então companheira, Rossana Queiróz, no último dia 28 de Junho de 2022.

A audiência contou de forma presencial com as presenças da Dra. Nadja Palitot, e do Dr. Valter Campos, na assistentencia da acusação, e da vítima Rossana, que estava acompanhada de seu pai, além de uma testemunha que ainda não havia sido ouvida na ocasião da primeira audiência, de forma online.

Já o réu e sua defesa participaram de forma remota, onde o mesmo se encontrava na cadeia pública de Monteiro, onde está recolhido há algum tempo. Ele também foi ouvido na audiência de hoje.

“Um caso emblemático. Rossana é uma filha que foi adotada pela cidade inteira, filha de todos nós.”, afirmou a advogada de acusação, que é professora de direito e já atuou também na política paraibana, em relação ao resultado desta audiência.

“Temos alguma diligências a serem cumpridas e aí já terminaremos o processo como um todo e na sequencia deveremos ir para o tribunal do júri popular, como todo o povo anseia”, explicou.

“Rossana foi vítima de um ataque brutal, que merece a repreenda da justiça. Pra você ter idéia, Anderson deu uma pisa em um companheiro de prisão que chegou a o hospitalizar, em fevereiro na cadeia pública, pra você ter uma idéia da força e da violência do agressor de Rossana. É uma pessoa de altíssima periculosidade. Devia estar no presídio de Campina Grande ou em Mangabeira, e não na cadeia de Monteiro”, afirmou a advogada.

“O réu ameaçou Rossana durante a audiência de hoje. Ele foi agressivo em suas palavras, na frente da juíza de forma online no dia de hoje. Está filmado. A juíza disse a ele que ele não poderia fazer isso”, completou Dra. Nadja.

De Olho no Cariri

Com Blog do Fábio Brito

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB