Braiscompany já movimentou mais de R$ 10 milhões no Cariri e clientes venderam carros e casas e investiram na empresa investigada

A empresa Braiscompany está sendo alvo de uma operação da Polícia Federal, nesta quinta-feira (16), em suas sedes em Campina Grande e João Pessoa.

Hoje foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de João Pessoa/PB, Campina Grande/PB e São Paulo/SP, dois mandados de prisão temporária, sequestro de bens e a determinação da suspensão parcial das atividades da empresa investigada.

Como em toda Paraíba e no Brasil, investidores estão sem receber os repasses e estão apreensivos com a bronca que a empresa está envolvida.

No Cariri, a Braiscompany tem sede em Monteiro, a maior cidade da região, com mais de 30 mil habitantes. De acordo com informações apuradas, a Braiscompany já movimentou mais de R$ 10 milhões na região. Com a operação de hoje, clientes já estão perdendo a esperança de receber os investimentos feitos na empresa.

Em relatos de clientes que aplicaram seus investimentos na empresa Braiscompany, alguns revelaram a nossa reportagem que aplicaram todas as economias na empresa. Alguns ainda se arriscaram completamente e venderam carros e propriedades (casas), e investiram todo o dinheiro na empresa de criptomoedas.

Ainda de acordo com dados obtidos pela nossa reportagem, o maior número de clientes da Braiscompany na região do Cariri, estão concentrados nas cidades de Monteiro, Sumé, Serra Branca, São João do Cariri e Gurjão.

De Olho no Cariri

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil