MPF recomenda à Caixa e construtoras ações de cuidado com rede de esgoto para evitar contaminação de águas da transposição em Monteiro

A Caixa Econômica Federal (Caixa) deve determinar aos construtores de imóveis e empreendimentos financiados com os recursos da instituição, em Monteiro (PB), adotar medidas para à adequação do manejo de esgotos das construções localizadas próximo ao canal de escoamento de águas pluviais do município, conforme recomendação do Ministério Público Federal (MPF) publicada nesta segunda-feira (27).

A Caixa terá o prazo de dez dias úteis para informar o acatamento da recomendação e quais providências serão adotadas para solucionar o problema.

Conforme a recomendação, uma inspeção técnica foi realizada nas obras dos canais pluviais, em 20 e 21 de junho de 2022 e constatou uma crescente expansão de loteamentos e da construção de edificações em locais desprovidos de rede coletora de esgoto.

 Durante a visita, verificou-se também a existência de imóveis que contribuem para a contaminação dos canais de escoamento de águas pluviais que se encontram com as águas da transposição.

A inspeção foi feita por perito do MPF com representantes da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e da Prefeitura de Monteiro.

 Na ocasião, engenheiros da Cagepa sugeriram à Prefeitura de Monteiro que o município se abstivesse de fornecer licenças e/ou alvarás de construção, nos casos em que estes empreendimentos estiverem situados na região da bacia de contribuição do rio Paraíba.

O MPF ressalta que a Caixa, como empresa pública federal, cuja missão é promover o desenvolvimento sustentável do país, não pode se eximir de sua responsabilidade social de zelar pelo regular uso de seus recursos.

Portanto, é dever da instituição fiscalização dos empreendimentos financiados, seja no aspecto ambiental ou mesmo verificando, por exemplo, se não há um loteamento irregular sendo construído com seus empréstimos ou financiamentos.

Ao fazer a recomendação, o Ministério Público Federal ainda considerou que, para além da contaminação das águas pluviais, “os problemas detectados na visita técnica também contribuem para o incremento de arboviroses, que estão sendo observadas em número crescente no Estado”.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil