Adriano Galdino e família são ameaçados de morte após votação de emendas a projeto sobre promoção de militares na Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), e sua família, foram vítimas de ameaças de morte nas redes sociais. Na sessão desta terça-feira (15) Galdino revelou que a ação orquestrada ocorreu após aprovação do projeto que reduz o tempo para a promoção de Praças da Polícia Militar.

“Eu fui vítima de muitas agressões nas redes sociais, inclusive com várias ameaças de morte. Uma coisa organizada para me atingir enquanto deputado. As agressões passaram do campo político-ideológico e foram para o pessoal. Ameaçaram até uma das minhas filhas”, revelou Galdino, durante um discurso contundente na ALPB.

Galdino explicou que as agressões partem de um grupo específico, após uma emenda, que criava despesas, não ter sido acatada. Ele atribuiu as postagens a uma organização criminosa que tentar intimidar o parlamento e calar sua voz.

“Quero que a Paraíba saiba que se algo me acontecer, vocês já tem o endereço certo, os nomes certos, das pessoas que estão por trás desse movimento de agressão”, desabafou.

O presidente acrescentou que está defendendo a PM com gestos e atitudes e repudiou as fake news e apresentação de emendas sem qualquer valor jurídico, incitando a tropa contra os parlamentares.

“Vocês que me ameaçaram e ameaçaram a minha família, que foram induzidos ao erro, vejam que vocês estão totalmente enganados. Consultem um advogado da confiança de cada um, ou qualquer vereador ou deputado que queira dizer a verdade que vocês terão a confirmação do que eu estou falando: nós deputados não temos prerrogativa de aumentar despesas de outros poderes”, esclareceu.

Vários parlamentares se solidarizaram e garantiram apoio a Galdino e sua família.

De Olho no Cariri

Mais PB

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

Agência Brasil