Ricardo lança ação que incentiva a compra de produtos da agricultura familiar para unidades hospitalares

O governador Ricardo Coutinho lançou, nesta segunda-feira (27), no Palácio da Redenção, a chamada pública da modalidade de Compras Institucionais das Unidades Hospitalares, ação que possibilita e incentiva a venda de produtos da agricultura familiar para hospitais da rede estadual.  Serão compradas 352 toneladas de produtos voltados para o atendimento de demandas regulares de consumo de alimentos, representando um investimento de mais de R$ 1,4 milhão.  Esta ação vai estimular o desenvolvimento local, o associativismo e o cooperativismo dos grupos de agricultura familiar e economia solidária da Paraíba.

Durante a solenidade, o governador Ricardo Coutinho destacou que a ação vai redimensionar e ativar esta cadeia produtiva da agricultura familiar que é de grande relevância para o Estado. “Somente hoje estamos disponibilizando mais de R$ 1,4 milhão para compras de produtos da agricultura familiar para as demandas das unidades hospitalares. Estamos redirecionando uma cadeia produtiva tão importante como a agricultura familiar. Essa nova modalidade de compras haverá de fazer com que este tipo de produção tenha, potencialmente, um aumento significativo. É bom lembrar também que estamos buscando alternativas de produção, como o uso da irrigação com energia solar, o que é fundamental para que os agricultores possam trabalhar durante todo o ano, não apenas em período de chuva”, comentou.

De acordo com o governador, a modalidade deverá ser estendida, em breve, para algumas penitenciárias paraibanas. “Vamos para a fase de comprar os produtos, inicialmente, para cinco hospitais, mas, em seguida, queremos ampliar esta ação e colocá-la também nos presídios. Isso é um grande impulso para a agricultura familiar e, dessa forma, a Paraíba fica mais justa com a riqueza sendo distribuída adequadamente”, observou.

A meta é ativar novas cadeias e redes de inclusão de trabalhadores da agricultura familiar, além de oferecer mais qualidade, segurança alimentar e nutricional por meio de produtos orgânicos disponibilizados pelas cooperativas e associações à população. “É um processo onde o edital será publicado amanhã (terça-feira) e, após as inscrições, compraremos vários produtos da agricultura familiar para a utilização nos hospitais. Serão 352 toneladas de alimentos, injetando quase R$ 1,5 milhão na nossa economia”, disse a secretária executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária, Ana Paula Almeida.

A Paraíba possui atualmente 243 mil agricultores familiares. Produtos como verduras, grãos, polpas de frutas, inhame, macaxeira, ovos e frango vão integrar as compras para a rede pública de saúde. “Com esta ação estamos ampliando a possibilidade desses agricultores venderem seus produtos. O Governo do Estado tem políticas públicas voltadas para essa área fortalecendo uma política de segurança alimentar fundamental, isso faz com que os produtos cheguem às casas dos paraibanos e agora aos hospitais, sem agrotóxicos, ou seja, com mais qualidade”, pontuou a secretária do Desenvolvimento Humano, Cida Ramos.

A secretária da Saúde, Cláudia Veras, destacou que, inicialmente, a ação vai beneficiar o Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Arlinda Marques, Hemocentro, Complexo Juliano Moreira e a Maternidade Frei Damião. “Ficamos felizes com esse chamamento público, porque teremos a possibilidade de racionalizar os recursos e movimentar a cadeia produtiva, além disso, vamos melhorar a qualidade dos alimentos utilizados nos hospitais. Esperamos que o resultado seja positivo para que possamos expandir para outras unidades hospitalares”, falou.

“É uma satisfação muito grande para o Clementino Fraga fazer parte deste projeto. Vamos ficar em parceria com a agricultura familiar, o que vai trazer muitos benefícios e mais qualidade nos produtos. Nessa primeira chamada serão 111 toneladas de alimentos por ano para o Clementino”, disse a diretora do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Adriana Teixeira.

A agricultora Maria Nazaré Santos faz parte da Cooperativa Paraibana de Avicultura e Agricultura Familiar, de São Sebastião de Lagoa de Roça, e disse que a ação vai ampliar as vendas. “Isso vai dar a oportunidade para que os agricultores familiares vendam mais alimentos e tenham uma renda melhor, com ampliação do mercado. Os nossos carros-chefes são frango e ovos caipiras, temos capacidade para produzir e queremos vender muito mais”, falou.

 

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB