Quadrilha ataca celulares de 8 prefeitos da Paraíba para pedir dinheiro

Agora são oito prefeitos da Paraíba “atacados” por uma quadrilha que clona os números de celulares dos gestores municipais. Nesta quarta-feira (7), o oitavo prefeito vítima do golpe foi o de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD). Ele disse que teve o aplicativo WhatsApp clonado. Antes dele, quatro prefeitos foram vítimas do mesmo crime só esta semana, no Cariri.

Para a Federação das Associações de Municípios da Paraíba (FAMUP) é uma quadrilha especializada nesse tipo de crime que está atuando no Estado e tentando ganhar dinheiro com os golpes. A estratégia é sempre a mesma: hackers têm acesso aos dados dos gestores, clonam o aplicativo WhatsApp e depois entram em contato com empresários e secretários municipais pedindo transferências de recursos e dinheiro.

No caso de Romero, eles pediram o pagamento de R$ 80 mil e chegaram a enviar mensagens para a secretária de Saúde, Luzia Pinto, e para o superintendente da STTP, Félix Neto. Mas a fraude foi descoberta e nenhuma transferência foi realizada.

“A Famup já vem pedindo precaução aos gestores. Sabemos que é uma quadrilha especializada em clonagem de telefones que pega os dados e fica cobrando dinheiro de colegas e amigos. Acredito que seja uma quadrilha especializada com ramificações dentro da própria operadora. Isso já ocorreu ano passado com vários gestores e agora vem ocorrendo de novo”, afirmou o presidente da Famup, George Coelho.

Ele orientou os prefeitos a procurarem a polícia, caso suspeitem das fraudes. “Estamos orientando os gestores para que acionem a polícia e prestem queixa”, frisou. Os prefeitos de Montadas, Jonas Souza (PSD); Inara Marinho (PSDB), de São Domingos do Cariri; Jairo Halley, de Serra Grande; Tiago Castro (PSB) de Cabaceiras; Helder Trajano (DEM) de São João do Cariri; o prefeito de Juripiranga Paulo Teixeira; e o prefeito de Gurinhém, Cláudio Madruga, foram as vítimas.

Com João Paulo Medeiros/ Pleno Poder

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), e o Hemocentro da Paraíba estão desenvolvendo o DNA Jus, uma solução tecnológica que pretende tornar mais rápido, seguro e eficiente o fluxo de realização de exames de DNA solicitados pela Justiça. Nesta quarta-feira (16), representantes das duas instituições se reuniram para alinhar detalhes do projeto e avançar na construção do sistema.

Atualmente, a solicitação e o agendamento dos exames envolvem procedimentos realizados de forma manual entre o Judiciário e o Hemocentro. A proposta do DNA Jus é concentrar as etapas em uma única plataforma, permitindo que o magistrado faça a solicitação e o agendamento da coleta, acompanhe o procedimento e tenha acesso ao laudo de forma digital e sigilosa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Fábio Araújo, explicou que a ferramenta foi pensada para simplificar o fluxo e reduzir o tempo de tramitação dos processos relacionados aos exames. Segundo ele, embora exista um tempo médio para a realização dos procedimentos, fatores específicos de cada caso podem interferir nos prazos.

“A ideia é facilitar a marcação, o agendamento e a coleta do material biológico e, consequentemente, a entrega dos resultados. Com um fluxo mais rápido e organizado, esperamos encurtar esse tempo, reduzindo circunstâncias externas que possam prejudicar o bom andamento dos procedimentos”, afirmou.

A previsão é que o sistema seja apresentado no dia 16 de novembro de 2026. A partir daí, a expectativa é disponibilizar a solução para utilização pelos magistrados e pelo Hemocentro.

De acordo com o diretor da Ditec, Daniel Melo, o DNA Jus está sendo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça a partir dos requisitos levantados junto ao Hemocentro. A proposta é substituir o atual fluxo manual, realizado principalmente por e-mail, por uma plataforma integrada.

“O DNA Jus surgiu da necessidade de modernizar o processo atual, que é feito de forma manual e pode gerar atrasos e burocracia. Estamos criando uma solução para unificar todo o fluxo de trabalho, otimizando tempo e prazos e entregando o resultado com maior eficiência à população”, explicou.

Na prática, o magistrado poderá acessar a plataforma ao identificar a necessidade de um exame de DNA, escolher o laboratório ou posto de coleta, fazer o agendamento e comunicar as partes envolvidas. As etapas seguintes, incluindo a coleta do material biológico e a geração do laudo, também serão gerenciadas pelo sistema.

O Hemocentro terá participação central no funcionamento da plataforma, sendo responsável pela coleta e pelo processamento do material biológico e pela elaboração dos laudos. Para o diretor-geral do Hemocentro da Paraíba, José de Paiva Gadelha Neto, a ferramenta também representa um avanço em segurança e sigilo das informações.

“A reunião foi muito importante para modernizar a forma como as pessoas terão acesso ao resultado final dos exames de DNA. Com o novo sistema, o próprio magistrado poderá marcar a data da coleta das partes interessadas, o que representa ganho de tempo e segurança. E um dos pontos mais importantes é o sigilo, já que apenas o magistrado terá acesso final ao laudo”, destacou.

DE OLHO NO CARIRI

Por Ludmila Costa – Comunicação TJPB