TRE alega falta de provas cabais e rejeita cassação de Cícero Lucena e Leo Bezerra

O juiz Keópes Vasconcelos, relator do julgamento de ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) contra Cícero Lucena (MDB), e o atual prefeito Leo Bezerra (PSB), votou para absolver ambos no julgamento dos recursos que pedem a cassação da chapa eleita em 2024. O processo tem como base a ‘Operação Território Livre’.

Essa foi a decisão seguida pela unanimidade do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, durante julgamento na manhã desta segunda-feira (4).

Concordando com o procurador regional eleitoral, Marcos Queiroga, o juiz afirmou que pessoas ligadas ao tráfico de drogas foram nomeadas na Prefeitura de João Pessoa, mas reiterou a falta de provas concretas da conexão com o resultado do pleito na última eleição para Prefeitura de João Pessoa.

“Diante de um quadro probatório frágil e insuficiente para gerar a certeza necessária de que os candidatos eleitos se beneficiaram diretamente do esquema, e considerando a expressiva margem de votos que legitimou sua vitória nas urnas, a preservação da soberania popular se impõe. A cassação de um mandato é a medida mais drástica no processo eleitoral e só deve ser aplicada quando a normalidade e a legitimidade do pleito forem inequivocamente comprometidas, o que não foi demonstrado de forma cabal nos presentes autos”, complementou.

Sobre a Operação Território Livre

A operação visa combater o crime de aliciamento violento de eleitores e é batizada de “Território Livre” em referência à liberdade que os eleitores devem ter de ir e vir e também de exercer o seu voto. Agora prefeito da capital, diante do afastamento de Cícero para se candidatar ao Governo do Estado nas eleições de outubro desde ano, Leo Bezerra comentou sobre o caso. Questionado pelo MaisPB, o prefeito disse que, se identificar, exonerará pessoas ligadas à facções.

De Olho no Cariri

Com MaisPB

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri