TCE-PB reprova contas de Dudu e impõe devolução de mais de 200 mil; decisão cabe recurso

A não apresentação de defesa motivou a reprovação às contas de 2014 do ex-prefeito de Serra Branca, Eduardo José Torreão Mota, a quem o Tribunal de Contas da Paraíba impôs o débito de R$ 266.875,50 decorrente de despesas irregulares apontadas em denúncia anexada ao processo que teve relatoria do conselheiro Arthur Cunha Lima. Ainda cabe recurso dessa decisão tomada na manhã desta quarta-feira (28).

Na mesma sessão plenária, o TCE emitiu pareceres favoráveis à aprovação das contas de 2014 dos ex-prefeitos de Santa Terezinha (José Arimatéia Nunes Camboim), Araruna (Wilma Targino Maranhão) e Barra de Santana (Amauri Ferreira de Souza e Joventino Ernesto do Rego Neto, que se revezaram no comando do município).

Remuneração excessiva de subsídio contribuiu para a desaprovação das contas de 2014 do ex-presidente da Câmara Municipal de Massaranduba, Cleber Agra, conforme voto do relator Arthur Cunha Lima. Gastos com a folha de pagamento acima do limite legal e recolhimento insuficiente de contribuições previdenciárias ocasionaram a reprovação, também, das contas de 2015 da ex-presidente da Câmara Municipal de Mato Grosso, Maria de Fátima Lima, como entendeu o conselheiro Fábio Nogueira. Cabem recursos contra ambas as decisões.

OUTRAS CÂMARAS – O TCE ainda aprovou as contas das Câmaras de Vereadores de Barra de Santana, São José da Lagoa Tapada e Zabelê (exercício de 2015), Mamanguape (2014) e Água Branca (2016). Também, as da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária (2014) e, com ressalvas, às da Secretaria de Estado da Administração (2012).

A sessão plenária, conduzida pelo presidente André Carlo Torres Pontes, teve as participações dos conselheiros Arnóbio Viana, Nominando Diniz, Fábio Nogueira, Marcos Costa e Arthur Cunha Lima. Também, dos conselheiros substitutos Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público esteve representado pela procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.

Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil