Candidatos ao Governo e Senado na Paraíba já receberam R$ 27,9 milhões; veja quem recebeu mais

A um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, os principais candidatos que disputam o Governo da Paraíba e uma das duas vagas ao Senado já receberam quase R$ 28 milhões de reais em recursos para as campanhas. A maior parte do dinheiro veio dos diretórios nacionais e estaduais dos partidos.

Nesta quinta-feira (3), com base nas informações disponíveis na prestação de contas eleitoral, Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP) já receberam, juntos, R$ 17,915 milhões para a disputa pelo Governo.

No Senado, Marcelo Queiroga (PL), Nabor (Republicanos), Veneziano (MDB) e João Azevêdo (PSB) concentram a maior parte dos recursos declarados até agora, em torno de R$ 10 milhões.

Governo da Paraíba

O limite de gastos para a campanha de governador na Paraíba é de R$ 7.115.522,46.

Entre os candidatos que já apresentaram movimentação financeira, Efraim Filho é quem recebeu mais dinheiro. A campanha declarou R$ 6,885 milhões, dos quais R$ 6 milhões foram repassados pela executiva nacional do PL. Até agora, as despesas somam R$ 2.831.484,50.

Na sequência aparece Lucas Ribeiro, com R$ 6 milhões recebidos. Desse valor, R$ 5 milhões vieram da executiva nacional do PP e R$ 1 milhão do diretório estadual. A campanha registrou R$ 420 mil em despesas.

Cícero Lucena recebeu R$ 5,03 milhões, sendo R$ 5 milhões da executiva nacional do MDB. As despesas declaradas até o momento chegam a R$ 1.646.490,79.

Os demais candidatos ainda não apresentaram prestação de contas à Justiça Eleitoral: Camilo Duarte (PCO), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP).

Senado

Na disputa pelo Senado, o limite de gastos é de R$ 3.811.887,03.

Marcelo Queiroga aparece no topo entre os candidatos que já declararam recursos. A campanha recebeu R$ 3,813 milhões da executiva nacional do PL e já registrou R$ 2.173.360 em despesas.

O valor recebido por Queiroga é, portanto, ligeiramente superior ao limite de gastos estabelecido para a disputa. Isso, por si só, não significa irregularidade, já que a prestação de contas considera regras específicas para arrecadação e utilização dos recursos e pode ser atualizada.

Nabor (Republicanos) recebeu R$ 2,21 milhões: R$ 1,34 milhão da executiva nacional e R$ 820 mil do diretório estadual. As despesas declaradas somam R$ 350 mil.

Veneziano (MDB) aparece com R$ 1,55 milhão recebidos e R$ 667.502 em despesas.

Já João Azevêdo (PSB) recebeu R$ 1,435 milhão e declarou R$ 503.145,75 em despesas.

André Gadelha (MDB) recebeu R$ 1 milhão da executiva nacional e declarou R$ 523.750 em despesas.

Major Fábio (Novo) aparece, até o momento, com R$ 41.500 recebidos e nenhuma despesa registrada.

Ainda não há prestação de contas apresentada para Adriano Trajano (PCO), João Batista (UP), Rinaldo Júnior (DC) e Rosilene Santana (UP).

Prestação de contas de campanha

Os dados ainda são parciais e podem sofrer alterações à medida que novas prestações de contas sejam apresentadas ou atualizadas no sistema da Justiça Eleitoral.

Pela legislação eleitoral, partidos, candidatas e candidatos têm até 13 de setembro para informar a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro realizados desde o início da campanha até 8 de setembro. Essas informações serão disponibilizadas publicamente na internet a partir de 15 de setembro.

Confira os valores

Candidatos ao Governo da Paraíba

Efraim Filho (PL): R$ 6.885.000 recebidos | R$ 2.831.484,50 em despesas

Lucas Ribeiro (PP): R$ 6.000.000 recebidos | R$ 420.000 em despesas

Cícero Lucena (MDB): R$ 5.030.000 recebidos | R$ 1.646.490,79 em despesas

Camilo Duarte (PCO): sem prestação de contas apresentada

Pedro Coutinho (DC): sem prestação de contas apresentada

Yuri Ezequiel (UP): sem prestação de contas apresentada

Candidatos ao Senado

Dr. Marcelo Queiroga (PL): R$ 3.813.000 recebidos | R$ 2.173.360 em despesas

Nabor (Republicanos): R$ 2.210.000 recebidos | R$ 350.000 em despesas

Veneziano (MDB): R$ 1.550.000 recebidos | R$ 667.502 em despesas

João Azevêdo (PSB): R$ 1.435.000 recebidos | R$ 503.145,75 em despesas

André Gadelha (MDB): R$ 1.000.000 recebidos | R$ 523.750 em despesas

Major Fábio (Novo): R$ 41.500 recebidos | R$ 0 em despesas

Adriano Trajano (PCO): sem prestação de contas apresentada

João Batista (UP): sem prestação de contas apresentada

Rinaldo Júnior (DC): sem prestação de contas apresentada

Rosilene Santana (UP): sem prestação de contas apresentada

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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A três dias do segundo turno das eleições, termina nesta quinta-feira (22) o prazo para que candidatos façam comícios e atividades de campanha. Também é o último dia para a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet.

De hoje até 24 horas depois do fim do pleito, ficam vedadas a publicação e a republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que use imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Até o próximo sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda poderá divulgar comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, em até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e de televisão. Parte desse tempo pode ser cedido aos tribunais regionais eleitorais.

No próximo domingo (25), os brasileiros deverão ir às urnas das 8h às 17h, para eleger o próximo presidente da República.

Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins definem ainda o próximo governador ou governadora. Nesses locais, a ordem de votação na urna é: governador e depois presidente.

Além disso, seis cidades brasileiras terão eleições suplementares para prefeito. Nesses municípios, os eleitores votam primeiro em presidente, depois em prefeito.

O TSE recomenda consultar previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título, e que os eleitores levem uma colinha com o número dos candidatos, anotados em papel. É proibido entrar com celular na cabine de votação.

Com Agência Brasil