Souzinha consegue em Brasília 2 milhões para construir sistema de abastecimento na região das Serras

Um sonho antigo da maior comunidade rural de Serra Branca está prestes a se tornar realidade. Em viagem institucional à Brasília, o prefeito Vicente Fialho (Souzinha) esteve reunido com o presidente nacional da Funasa, Rodrigo Sérgio Dias, que empenhou para Serra Branca o valor de R$ 2 milhões a fim de construir na região das Serras seu sistema de abastecimento de água.

A reunião foi articulada pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro e contou ainda com a participação da Superintendente estadual da Funasa, Virgínia Veloso Borges, e do assessor jurídico da Prefeitura, Dr. Severino Medeiros Neto.

O projeto de abastecimento da região das Serras foi idealizado pelo secretário Kléber Ribeiro e assumido como prioridade pelo prefeito Souzinha em sua gestão. Pelo planejamento feito, a ideia é retirar água do açude Serra Branca II e leva-la para os sítios da região das Serras.

Segundo o secretário Kléber Ribeiro, ainda falta R$ 800 mil para que o projeto seja todo executado, mas a conquista de mais de 70% do investimento já garante a execução da obra.

O prefeito Souzinha agradeceu o empenho particular do deputado Aguinaldo Ribeiro na conquista da verba e disse que este será um dos marcos que sua gestão pretende deixar para Serra Branca, em especial dos habitantes da região mais populosa da zona rural da cidade. “Não vou cansar enquanto não ver esse projeto sair do papel e principalmente enquanto não levar água para cada comunidade da região das Serras. Água é vida e dignidade e quero deixar esse marco para nossa população”, pontuou.

De Olho no Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil