Sérgio Moro diz que está pronto para ser candidato à Presidência da República

Em entrevista ao programa ‘Conversa com Bial’, da TV Globo, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou estar pronto para ser candidato a presidente da República nas eleições de 2022.

“Estou pronto para liderar esse projeto, e construindo um projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante”, afirmou.

O ex-ministro ainda revelou durante a entrevista que tem se consultado com o economista Affonso Celso Pastore sobre assuntos macroeconômicos.

Críticas a decisões do STF, que resultaram na absolvição de alguns condenados pela operação Lava Jato, também foram feitas por Moro.

“Nos últimos anos o STF proferiu algumas decisões que infelizmente, e isso não autoriza qualquer ataque pessoal a ministros ou à instituição, enfraqueceram o combate à corrupção, como o fim da prisão após a condenação em segunda instância, a transferência de casos de corrupção da Justiça Federal para a Justiça Eleitoral”, disse.

Moro se filiou no último dia 10 ao Podemos e deixou em aberto uma possível candidatura à Presidência. Durante discurso no ato de filiação, ele fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ataques ao PT.

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB