Partido Verde, que integra federação com PT, fecha apoio à reeleição de João Azevêdo na Paraíba

Depois da confirmação do recente apoio do PCdoB à reeleição do governador João Azevêdo, dirigentes do Partido Verde (PV) se reuniram, nesta terça-feira (15), com o chefe do Executivo paraibano para comunicar a decisão de apoiar a sua pré-candidatura nas eleições de outubro e convidá-lo a ingressar na legenda caso se confirme sua desfiliação do Cidadania.

Os dois partidos, junto com o PT e o PSB, estão formalizando uma federação de esquerda que dará sustentação à candidatura de Lula (PT). O presidente estadual da legenda, Sargento Dênis, e a coordenadora de Mulheres do PV, Maristela Viana, comunicaram a decisão pessoalmente a Joāo Azevêdo e colocaram o presidente nacional, José Luiz Pena, para falar por telefone com o governador a fim de ratificar a nova parceria política que será estabelecida.

O PV foi o partido que concorreu nas últimas eleições contra o governador, tendo Lucélio Cartaxo como candidato. A Executiva estadual do PT, por decisão da maioria de seus dirigentes, em reunião, já anunciou também a preferência pelo nome de Joāo Azevêdo e o PSB fez um convite para o governador retornar aos seus quadros partidário.

Sargento Dênis ressaltou a boa gestão que Joāo Azevêdo realiza, principalmente, na condução da pandemia, “onde a Paraíba deu exemplo na vacinação, no atendimento e amparo aos que precisaram de um leito de hospital, sem nunca ter colapsado ou deixado alguém abandonado à própria sorte , como se viu em outros lugares”.

O governador agradeceu o apoio do PV em apoiá-lo, além do compromisso do partido em validar políticas públicas que “melhorem as condições de vida dos mais vulneráveis da sociedade, justamente em um momento difícil pelo qual passa o nosso país”.

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB