Na reta final do prazo de filiações, lideranças políticas se movimentam no Cariri

Na reta final do prazo de filiações partidárias, que encerra no dia 6 de abril, lideranças políticas de vários municípios do Cariri se articulam visando o fortalecimento dos seus grupos.

Em São Sebastião do Umbuzeiro, o prefeito Adriano Wolff anunciou um evento de filiações partidárias do União Brasil e partidos aliados no próximo sábado, dia 30, e na oportunidade anunciará o nome que receber o apoio do grupo para sua sucessão.

Em São João do Cariri, o pré-candidato a prefeito, Chico de Eulina, e o prefeito Helder Trajano estarão realizando o evento de filiação partidária do União Brasil e partidos aliados. O evento partidário está marcado para o próximo dia 02 de abril (terça-feira) na sede da Câmara Municipal, a partir das 18 horas.

O prefeito Márcio Leite, de São João do Tigre, também irá promover um grande evento para filiações no Republicanos e partidos que integram sua base. O evento será no dia 5 de abril, às 17h10, na Arena M10.

Em Sumé, o prefeito Éden Duarte anunciou o nome que apoiará para sua sucessão. O pré-candidato a prefeito e médico, Dr. Neto, será o nome do grupo.

No município de Prata, terra da cabra leiteira, o grupo de situação seguirá unido, com a chapa composta pelo prefeito Genivaldo Tembório e o vice-prefeito Toinho de Bebé, com o apoio do ex-prefeito Júnior Nóbrega. O grupo promete anunciar novas adesões neste fim de semana.

De Olho no Cariri

Com Cariri Ligado

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil