MDB terá candidatura própria ao Governo da Paraíba, revela Mikika Leitão

O vereador de João Pessoa e presidente municipal do MDB, Mikika Leitão, revelou em entrevista nesta sexta-feira (10) que o partido terá candidatura própria em 2022 para o Governo da Paraíba. Em entrevista ao Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Mikika disse que esteve em Brasília e conversou com o diretório nacional do MDB.

Mikika revelou, que o MDB tomou como prioridade a candidatura própria a governador em quatro estados do Nordeste. “Conversei com Baleia Rossi e Eduardo Braga de que na Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Alagoas terá candidatura própria”, disse.

Ele declarou ainda que não conversou sobre o assunto com o senador Veneziano Vital, seu nome preferido para disputar o cargo de governador. No entanto, Mikika garantiu que a decisão será firmada em breve. “Veneziano vai ter que topar. Essa semana nós vamos reunir o partido. Talvez venha gente da nacional para cá para a gente bater martelo e decidir se Veneziano será ou não candidato”, destacou em entrevista.

O senador Veneziano Vital tem reclamado nos microfones da imprensa paraibana de que há sete meses não conversa com o governador João Azevêdo e sinalizado um ensaio de rompimento. Enquanto que o governador João Azevêdo faz questão de declarar que recebe todos aqueles que buscam contato e disse até que o seu telefone permanece o mesmo.

Alguns setores do MDB, como o do deputado estadual Raniery Paulino, defendem a continuidade da aliança com o Governo de João Azevêdo e a resolução destes problemas pontuais. No entanto, um outro setor, liderado por Mikika Leitão, defende já há algum tempo a candidatura própria do partido encabeçada por Veneziano ao Governo.

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB