João vê espaço aberto para diálogo com Romero: “Na política não se fecha portas”

O governador João Azevêdo (PSB) abriu, na manhã desta segunda-feira (03), caminho para diálogo político com o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) visando as eleições de Campina Grande. O parlamentar fez parte do arco de aliança do prefeito Bruno Cunha Lima (União) em 2020, mas tem dado sinais de distanciamento do chefe do Poder Executivo campinense.

Para João Azevêdo, na política não se devem ser fechadas portas, mas, frisou que um eventual entendimento poderia acontecer, caso seja idealizado, num período posterior.

“Eu acho que na política não se deve fechar porta. Mas, é preciso que os dois lados descubram os pontos de convergência e de divergência. Se houver mais convergência, podem caminhar juntos. Isso é um processo natural”, disse Azevêdo.

João integra o campo das oposições em Campina. O grupo hoje conta com as pré-candidaturas do secretário de Saúde do Estado, Jhony Bezerra (PSB), da secretária de Desenvolvimento Econômico Estadual, Rosália Lucas (PSD), do secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, André Ribeiro (PDT), da vereadora Eva Gouveia (PSD) e do deputado estadual Inácio Falcão (PCdoB).

Para o governador, nesse mês de junho poderá acontecer a definição de como o bloco será representado na disputa campinense.

“No mês de junho vamos sentar e discutir. Vamos sentar e através dos dados, vamos decidir. Queremos uma candidatura que agregue, que possa disputar em Campina Grande”, frisou.

Com Mais PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri