João Azevêdo minimiza queixas do partido Republicanos, mas avisa que não resolverá crise com “voz alterada”

O governador João Azevêdo (PSB) minimizou, nesta segunda-feira (20), as insatisfações do Republicanos após definição da vice para o Progressistas na chapa majoritária. Durante entrevista concedida em Campina Grande, o socialista deu a entender que deverá resolver a divergência com o partido aliado.

“São discussões naturais na política onde cada um coloca os seus anseios, os seus desejos. Quando se sentarem-se à mesa tudo se resolve. É fácil de resolver”, destacou. João, contudo, segue sem pressa de definir os nomes que faltam para fechar a chapa majoritária que irá disputar as eleições deste ano e também afirmou que não há reunião agendada com o Republicanos.

“Eu tenho uma relação importante com o Republicanos. Hugo (Motta) é uma pessoa de bom coração, de boa índole e eu tenho um respeito pelo Republicanos que faz parte da nossa base. Estaremos com tudo isso posto na mesa. Entretanto, não será com pressão, com voz alterada que vamos mudar o rumo da Paraíba. Sempre digo que faço política de um jeito que muitos não estejam acostumados. Talvez alguns gostem de grito. Mas eu posso dizer ‘não’ berrando e com esse mesmo tom que eu estou dizendo aqui, e o efeito do ‘não’ será absolutamente o mesmo”.

Sobre a vaga de vice, que deve ser apontada pelo Progressistas, o governador declarou que o “não tem data para essas coisas”. “É questão de agenda de cada um e, como eu disse na reunião que o Progressistas apresentaria nomes, e que a gente iria fazer a avaliação”, afirmou. “A posição do Progressistas foi na semana passada – de que não iria compor a chapa para o Senado – a partir daí vamos discutir a nova situação que está sendo posta”, lembrou.

O governador voltou a afirmar que a decisão pessoal de Aguinaldo Ribeiro de concorrer à reeleição é um direito que o assiste. “Decisão pessoal não se discute. Você pode concordar ou não, mas não se discute. Essa não é mais a questão a ser tratada”, finalizou.

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB