Interlocutores de João Azevêdo avançam diálogos com Lula sobre as eleições do próximo ano

O governador João Azevêdo (Cidadania) afirmou que “interlocutores” seus estão mantendo conversas com o ex-presidente Lula (PT) visando as eleições do próximo ano. A legenda ocupa um cargo na gestão estadual, apesar de uma parte da sigla ser contrária à aliança para reeleição de João em 2022.

Segundo Azevêdo, aliados estão tratando sobre essa “pauta” e que em breve terá “novidades”.

“O que eu disse no meu encontro com Lula em Natal, eu disse claramente que o nosso palanque estava à disposição para que fosse feita a discussão sobre o processo nacional. É preciso que as pessoas tenham a devida paciência, reduzam a ansiedade”, disse João em entrevista à Rádio Arapuan FM.

Na avaliação do governador, é preciso que o PT apresente o que pensa para o Brasil sobre o pleito vindouro.

Aliança com o PSD

João Azevêdo disse que tem mantido contatos telefônicos com o ex-prefeito de Campina Grande e presidente estadual do PSD, Romero Rodrigues, sobre o pleito seguinte. Rodrigues desistiu de disputar o cargo de governador no próximo ano e caminha para uma aliança com o Palácio da Redenção.

“Nós estamos construindo para que o PSD possa estar junto conosco na majoritária”, afirmou.

Críticas ao Fundão Eleitoral 

O governador tratou como “exagerado” o Fundão Eleitoral de R$ 5,7 bilhões para 2022. A proposta foi incialmente vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), mas o veto foi derrubado pelos parlamentares.

“Pela situação que o Brasil se encontra, com desempregados e com gente sem ter que comer, você investir R$ 5,7 bilhões é um valor muito alto”, avaliou.

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB