Inácio Falcão mantém pré-candidatura à PMCG e reforça crença no apoio do governador: “Sou aliado de primeira hora”

Pré-candidato a prefeito de Campina Grande, o deputado estadual Inácio Falcão (PCdoB), reafirmou esta semana a sua pretensão de concorrer ao Palácio do Bispo mesmo com a manutenção da pré-candidatura de Dr Jhony Bezerra.

O deputado deixou claro que ainda espera contar com o apoio do governador João Azevedo (PSB), para tentar pela terceira vez chegar à prefeitura da Rainha da Borborema.

“Fazemos parte da base de sustentação do governo estadual e sou aliado de primeira hora do governador. Ele tem desempenhado um papel crucial com obras e investimentos significativos em Campina Grande. Como protagonista desse projeto na cidade, espero contar com seu apoio nessa nossa caminhada rumo à prefeitura”, afirmou Inácio Falcão.

O deputado enfatizou a relevância dos investimentos governamentais na região e sua posição como membro da bancada de sustentação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Ele reiterou seu compromisso com o desenvolvimento da cidade e acredita que a parceria com o governador será fundamental para fortalecer sua candidatura.

A Federação Brasil da Esperança, através da presidente nacional do PC do B, Luciana Santos, reafirmou nos últimos dias, o apoio ao nome do deputado Inácio Falcão para disputar a prefeitura de Campina Grande.

Recentemente, Glauce Jácome, presidenta municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em Campina Grande, garantiu que o partido não abre mão da candidatura de Inácio Falcão, mesmo após anúncio feito pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Glauce Jácome, mesmo o PT anunciando apoio a Jhonny Bezerra (PSB), pré-candidato a prefeito de Campina Grande, os partidos que fazem parte da Federação, que são PCdoB, PT e PV, precisam definir em conjunto o posicionamento em Campina Grande.

“A primeira coisa que a gente deve colocar é que é uma decisão de um partido, do PT. Ele compõem uma federação conosco, junto com PV. Entretanto, os partidos têm seus debates internos e os seus processos. Com relação a Campina Grande, o PCdoB já tem decisão de absoluta unidade interna e que é acompanhada pela direção estadual e nacional.

Severino Lopes/PB Agora

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil