Contas do ex-prefeito Eduardo Torreão serão julgadas nesta quarta

EXCLUSIVO: O presidente da Câmara de Vereadores de Serra Branca, Paulo Sérgio Araújo, enviou convocação a todos os vereadores da atual Casa Leidson da Silva para sessão extraordinária na próxima quarta-feira, 13 de setembro. Na pauta da sessão está a análise das contas do ex-prefeito Eduardo Torreão referente ao ano de 2014, cujo parecer foi pela reprovação pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado.

Pela lei, para que as contas do ex-prefeito Eduardo Torreão sejam aprovadas, ele precisará de 6 votos contrários ao parecer do TCE-PB, isto é, maioria qualificada do parlamento serra-branquense. Se do contrário, ele não conseguir os votos necessários, suas contas são reprovadas e ele ficará inelegível de acordo com a Lei Complementar nº. 135 de 2010, a conhecida Lei da Ficha Limpa.

Pela atual composição da Câmara de Serra Branca, Dudu possui apenas dois votos certos em seu favor, que foram parlamentares eleitos na coligação apoiada por ele nas últimas eleições. Os três vereadores do bloco PT/PSB já sinalizam que votarão em conformidade com o parecer do TCE, isto é, pela reprovação das contas. Caberá aos vereadores da base aliada de Souzinha decidirem se seguem o parecer da Corte de Contas do Estado ou se o rejeitam em favor de Dudu.

De Olho no Cariri

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB