Carlos Batinga critica grupo por incitar ódio em programa de rádio em Monteiro


O ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual, Carlos Batinga (PTB), emitiu nota na manhã desta segunda-feira (30), lamentando a incitação e pregação do ódio e da discórdia que está acontecendo em uma emissora de rádio no município de Monteiro. Na nota, Batinga defende a boa convivência, diálogo e união entre os monteirenses.

Confira a nota na íntegra:

É lamentável o que estamos presenciando nos últimos dias em uma emissora de rádio comunitária de Monteiro, onde estão incentivando o ódio, a discórdia e tentando denegrir a imagem da gestão municipal, das pessoas e até humilhando e tornando público intimidades de alguns conterrâneos.

Nós temos orgulho de sermos Monteirenses, somos uma única família, e quando temos nossas divergências políticas, sempre as superamos sem atingir nossas relações pessoais. A amizade e a solidariedade sempre foram uma bem marcante característica nossa.

Devemos pregar e incentivar a união, a concórdia, o diálogo e a harmonia entre as pessoas, porém este programa de rádio tem incentivando a luta entre irmãos, e isso não pode continuar. Vamos novamente nos unir para defender o que tem de melhor em Monteiro, que é essa boa convivência e irmandade que sempre ocorreu entre nós.”

Carlos Batinga – Ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual

 

 

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil