Bruno Cunha Lima anuncia apoio a Romero e cobra oposição: “Precisa definir a estratégia”

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSDB), disse respeitar a decisão de Romero Rodrigues (PSD) em não disputar o Governo do Estado nas eleições do próximo ano. Nas primeiras horas desta quarta-feira (15), Rodrigues anunciou que vai disputar uma das vagas reservadas à Paraíba na Câmara Federal.

“Só quem pode falar sobre as decisões de Romero, é ele. Respeito Romero, seja enquanto gestor, ou enquanto político. Romero foi vereador, deputado, prefeito e naturalmente havia uma expectativa para que ele viesse a ser candidato a governador, digo isso porque converso com prefeitos colegas da região de Campina”, disse o gestor em entrevista à Rádio Correio FM.

Cunha Lima, contudo, provocou o bloco de oposição a encontrar uma definição.

“Havia [uma expectativa] pela força que Romero saiu da prefeitura que ele fosse candidato, não sendo, agora a oposição precisa se definir e anunciar a sua estratégia para o enfrentamento das eleições de 2022”, afirmou.

Bruno espera que Romero siga no bloco de oposição e não se alie ao governador João Azevêdo (Cidadania). Mesmo assim, o prefeito garantiu apoio à candidatura do colega de partido.

“É até natural que com a decisão de Romero de ser candidato a deputado federal que a gente possa emprestar um apoio a Romero em Campina e Região, com toda certeza. Tenho um carinho por Romero, desejava que fosse candidato. Repito, amigo meu não tem defeito, a decisão dele é minha também”, concluiu.

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB