Bolsonaro e aliados realizam ato pela anistia aos presos do 8 de janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu, na manhã deste domingo (16), apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em ato pela anistia dos envolvidos no 8 de janeiro de 2023. Entre os participantes estão os filhos do ex-presidente, Eduardo, Carlos e Flávio, deputados, senadores e governadores, entre eles os de Rio e São Paulo, Cláudio Castro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em sua fala, Bolsonaro disse que não tem obsessão pelo poder, mas, sim, amor pelo Brasil. Ele também ressaltou que não vai sair do Brasil. Ele criticou o governo Lula, o ministro Alexandre de Moraes, e contestou pontos da denúncia feita pela PGR. Ele também pediu anistia pelos envolvido no 8 de Janeiro.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se ausentou por ter passado por uma cirurgia estética há duas semanas e ainda estar com pontos. Apesar de ausente, a filha mais velha de Michelle, Letícia, e seu irmão de consideração, Eduardo Torres, foram à manifestação.

A vice do PL Mulher, Priscila Costa, puxou coro de “Michelle, Michelle” ao discursar. A ex-primeira-dama é citada como opção à Presidência diante da inelegibilidade de Bolsonaro, que prefere lançá-la ao Senado.

A manifestação reforça o movimento pró-anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Com a condenação de mais 63 pessoas na última semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o número de sentenciados já chega a 480.

Além de inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro pode se tornar este mês réu por uma trama golpista para permanecer no poder.

Ele e outras 33 pessoas foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga a denúncia a partir de 25 de março.

Mais PB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB