ALPB debaterá extinção de zonas eleitorais; 3 zonas no Cariri estão ameaçadas

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizará, na próxima sexta-feira (4), Audiência Pública para a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de extinção de zonas eleitorais em todo o país. Na Paraíba, o estudo para o cumprimento da decisão vem sendo feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O evento foi proposto pelo deputado Raniery Paulino através de requerimento. No Cariri estão ameaçadas de fechamento as zonas de Cabaceiras, São João do Cariri e Prata.

Após a audiência no TRE sobre a Portaria emitida pelo TSE, o deputado estadual Raniery Paulino alertou a população e aos parlamentares, propondo a realização de uma audiência pública. “Temos que promover esse debate, essa discussão e essa dialéctica tem que se estabelecer. A Assembleia Legislativa da Paraíba vai cumprir com o seu papel”, garantiu o parlamentar.

O deputado explicou que existe por parte do TSE o interesse em diminuir a quantidade de zonas eleitorais sob a justificativa de contenção de despesas. “Ficou designado aos TRE’s de todo o Brasil a apresentação de um estudo e nós queremos justamente ter acesso a esse estudo que o TRE está elaborando para fazermos as nossas sugestões”, argumentou.

De acordo com o deputado Jeová Campos, o debate deverá contar com a presença de representantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB) e da Defensoria Pública. Ele posicionou-se contra a proposta elaborada pelo Tribunal Superior Eleitoral e questionou os fundamentos para a adoção da medida. “Qual a justificativa para fechar essas zonas eleitorais? Proponho em caráter de urgência a realização desta audiência pública para que esta Casa possa dizer ‘eu nego’ o fechamento das zonas eleitorais”, cobrou Jeová.

A deputada Estela Bezerra destacou que a determinação do Supremo Tribunal Eleitoral deve impactar mais de 40 municípios paraibanos. Ela classificou a decisão como uma diminuição da presença do Estado. “Nós estamos diminuindo a presença do Estado brasileiro, diminuindo a cidadania, diminuindo a capacidade de ter na nossa cidade, no nosso país, uma consciência participativa, principalmente, pelo único lugar por onde ainda resistimos na democracia, que é o direito de escolher quem vai governar”, declarou a deputada.

Na Portaria 372/2017, o TSE estabelece o prazo de 60 dias para que os TRE’s concluam o estudo apontando as comarcas a serem extintas. Este prazo se extingue no próximo dia 18 de agosto.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB