Suspeito de matar jovem de Caruaru é preso pela polícia em João Pessoa

Jonathan Henrique G. dos Santos, de 23 anos, suspeito de matar a jovem Patrícia Roberta, foi preso no fim da noite desta terça-feira (27), em João Pessoa. Ele estava na casa de um amigo, no bairro de Mangabeira II, onde também foi encontrada a moto que teria sido usada para transportar o corpo da jovem até o local onde foi encontrado.

Patrícia Roberta veio de Caruaru e estava em João Pessoa, na casa do suspeito, desde a sexta-feira (23), e desapareceu. Desde o domingo (25) que ela não mantinha contado com a família. Nesta terça-feira, a Polícia Civil e Polícia Militar iniciaram buscas na região de Gramame, onde fica o apartamento do suspeito, e encontrou o corpo da jovem em uma área de mata no Novo Geisel. Jonathan e Patrícia seriam amigos há dez anos.

Um amigo de Jonathan Henrique, identificado apenas por Marcos, também foi preso nesta terça-feira com bilhetes sujos de sangue que estariam ligados ao homicídio de Patrícia Roberta. Com ele foram encontrados alguns bilhetes que ainda serão analisados. A Polícia Militar suspeita, no entanto, que tenham ligação com o crime.

Os dois foram apresentados na Central de Polícia Civil, em João Pessoa. Marcos assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. Jonathan Henrique permanece detido na carceragem.

A defesa do suspeito disse que ainda não teve acesso aos autos do processo e que, só após uma análise mais detalhada, irá se manifestar sobre o caso.

Entenda o caso

Patrícia Roberta morava em Caruaru e há dez anos era amiga de Jonathan. Ela tinha viajado a João Pessoa na sexta-feira (23) e se hospedado na própria residência do amigo, mas desde domingo (25) não respondia mais as mensagens da mãe. Na tarde desta terça-feira (27), o seu corpo foi encontrado.

Segundo o tenente-coronel Barros, o corpo foi encontrado pela Polícia Militar às 14h15, amarrado em um plástico, totalmente coberto, numa área de mata do conjunto Novo Geisel. O corpo será examinado pela perícia, mas um parente foi até o local e identificou Patrícia por uma tatuagem.

Na madrugada desta terça-feira (27), vizinhos de Jonathan viram o jovem sair do prédio em que mora com um tonel de lixo em um carrinho de mão. Um dos vizinhos seguiu o rapaz e disse ter visto um corpo dentro do tonel.

Imagens do circuito de segurança de prédios da área também mostraram Jonathan saindo de motocicleta com algo preso ao veículo. A polícia acredita que seria um corpo.

Perícia

De acordo com a primeira perícia realizada no corpo da jovem, a morte pode ter acontecido cerca de 48 horas antes do corpo ser encontrado. Conforme a cena encontrada no local, a perita Amanda Melo disse que houve um certo tempo para envolver o corpo em plástico e lençóis, porque havia muitas camadas de plástico e detalhes sobre o ocultamento.

Uma perícia também realizada no apartamento do suspeito. No local, o Instituto de Polícia Científica encontrou uma lista com o nome de Patrícia e de outras mulheres, um altar com livros de ocultismo e “escritos perturbadores”, segundo Amanda Melo, uma das peritas do caso. Um dos escritos do jovem continha conteúdos como “à noite eu saio pra matar” e “você é uma menina boazinha e eu sou um cara mau, você não consegue me entender”.

G1 PB / Foto: Walter Paparazzo/G1

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB