Polícia Federal faz operação contra esquema de tráfico internacional de cocaína

Uma operação para desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína foi deflagrada na manhã de hoje (4) pela Polícia Federal (PF). Várias equipes da PF cumprem 120 mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 190 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo, Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O esquema criminoso usava a cidade de São Paulo como entreposto e o Porto de Santos como principal local de saída da droga. O grupo foi responsável por traficar mais de 6 toneladas de cocaína pura para a Europa, durante o período das investigações, após cooperação policial internacional entre a PF e o DEA (agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas).

“Durante as investigações foram analisadas cinco apreensões de cocaína realizadas entre os meses de agosto de 2015 e julho de 2016 (três no Porto de Santos e duas num porto na Rússia, vindas de Santos). Por suas características levantou-se a suspeita de que um mesmo grupo tivesse sido responsável por todas as remessas, que totalizaram 2,1 toneladas”, diz a nota da PF.

O inquérito policial foi instaurado em agosto de 2016 e indica que os suspeitos se articulavam por meio de empresas criminosas. “Diferentes grupos organizados e especializados, atuantes no Brasil e na Europa, se associavam entre si, conforme as necessidades que tinham em cada negócio ilícito que pretendiam realizar”. Segundo a PF, a cocaína era oriunda de países produtores para ser estocada em vários locais da capital paulista até ser enviada para a Europa por transporte marítimo.

O nome da operação, Brabo, que reúne 800 agentes, faz referência a um dos destinos da droga, o Porto de Antuérpia, na Bélgica. “Brabo seria um soldado romano que teria libertado os habitantes da região do Rio Escalda, onde se localiza Antuérpia, do jugo de um gigante e jogado sua mão no rio. Essa lenda deu origem ao nome da cidade”.

 

Com Agência Brasil

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB