Polícia Civil prende acusado de tentativa de feminicídio no Cariri

A Polícia Civil da Paraíba, em ação conjunta realizada pelas Delegacias Seccionais de Monteiro e Juazeirinho durante a OPERAÇÃO FUEGO, deu cumprimento ao mandado de prisão existente contra E.A.S, de 18 anos de idade, às 06h de hoje na cidade de Soledade/PB.

O mesmo é acusado de ter efetuado um disparo de espingarda calibre .12 contra o rosto de sua companheira de 18 de idade, enquanto consumiam bebidas alcoólicas na casa de uma amiga na cidade de Monteiro/PB, no dia 30/01/2023, tendo o crime sido praticado por ciúmes, simplesmente porque a vítima teria recebido uma mensagem de um amigo, através do aplicativo Instagram, solicitando um post de uma festa.

A vítima se defendeu com o braço, que acabou sendo amputado, devido à gravidade dos ferimentos. O crime causou bastante comoção na região e foi amplamente divulgado pela imprensa nacional.

Após intensa investigação e diversas diligências realizadas, inclusive no estado de Pernambuco, a Polícia Civil identificou o paradeiro de E.A.S., que estaria homiziado na casa de familiares no bairro Gouveião, em Soledade.

Assim, os Investigadores monitoraram a região, durante cerca de quinze dias, quando tiveram certeza que E.A.S. se encontrava em uma casa localizada na chamada “Rua da Pista”, no bairro Gouveião, em Soledade, local para onde se dirigiram na manhã de hoje e conseguiram capturar o foragido. Participaram da ação 10 policiais civis.

A Delegacia Seccional de Monteiro continua com 100% de elucidação e prisão dos casos relacionados a feminicídios.

De Olho no Cariri

Com Cariri Ligado

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil