Justiça transfere Beira-Mar de presídio de Mossoró após fuga na unidade

O traficante Fernandinho Beira-Mar foi transferido no sábado, 2, da penitenciária federal de Mossoró (RN), dezessete dias após a fuga de dois detentos ligados ao Comando Vermelho, facção criminosa que tem no traficante uma de suas principais lideranças. Ao menos outros vinte presos também foram remanejados em operação que correu em sigilo.

Em nota, a Justiça federal no Rio Grande do Norte afirmou que o rodízio de internos entre as penitenciárias do sistema penitenciário federal é estratégia e de rotina e que, portanto, não tem relação com a fuga. “A transferência de presos de Mossoró, nas últimas horas, foi autorizada, mediante solicitação do diretor do sistema penitenciário federal e pela corregedoria da penitenciária federal de Mossoró, tendo em conta essa necessidade de rodízio”, afirmou.

Ainda de acordo com a nota, o emprego de Força Penal Nacional, em caráter episódico e planejado, para treinamento, sobreaviso e reforço da segurança externa da penitenciária de Mossoró requer a redução da quantidade de internos. 

Desde o registro da fuga de dois presos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já havia determinado a execução de outras 25 medidas para ampliar o nível de segurança das cinco unidades do sistema e realizar a captura dos foragidos. Até agora, no entanto, a dupla segue escondida na região, de acordo com as autoridades envolvidas. 

Entre as medidas de segurança estão a compra de 10 000 câmeras de monitoramento para equipar os presídios federais. A pressa tem motivo: das 192 câmeras instaladas em Mossoró, apenas 124 estão inoperantes. E não é de hoje. Relatórios técnicos elaborados em gestões anteriores indicam falhas de segurança no presídio ao menos desde 2019.

Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, o Deisinho, teriam sido vistos por moradores da região neste final de semana. A Polícia Federal oferece R$ 30 mil em recompensa diante de informações que levem à captura. Até agora, seis pessoas foram presas suspeitas de ajudar a esconder os criminosos.

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri