Integrante do PCC que responde por três homicídios é preso na cidade de Monteiro

No último domingo, 31, a Polícia Militar atendeu uma Ocorrência de Maria da Penha, em que o acusado fugiu. Após indagar a vítima, ela informou que contra o acusado havia um mandado de prisão. Pesquisando no INFOSEG o nome informado, não havia registros.

Já nesta segunda-feira, dia 01, uma equipe da FORÇA TÁTICA DO 11ºBPM retornou ao local e com a autorização da vítima adentrou na residência, mesmo ela informando que o agressor não estava em casa, e ele foi localizado escondido em um dos cômodos.

Após várias tentativas de verificações dos dados apresentados não foi possível localizar o mandado.

Após o contato com a Polícia Militar de Pernambuco foi identificado o verdadeiro nome do suspeito, sendo evidenciado o trabalho integrado com a Polícia Civil da Paraíba, Seccional em Monteiro-PB, o MANDADO DE PRISÃO em desfavor do acusado.

Ele responde por 03 (três) homicídios em Pernambuco, roubo, receptação e é integrante do PCC, meliante de alta periculosidade. Foi lhe dado voz de prisão e conduzido a Delegacia de Polícia Civil de Monteiro-PB, estando a disposição da justiça. Fruto de alta perseverança e insistência em lograr êxito na ocorrência, buscando informações desde o último domingo.

De Olho no Cariri

Ascom

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil