Instituto Cariri divulga nota após operação da Polícia Federal em Monteiro

O Instituto Cariri divulgou, nesta quinta-feira (28), uma nota de esclarecimento após a operação realizada pela Polícia Federal no município de Monteiro.

Na nota, a direção da instituição afirma que recebeu as autoridades de forma colaborativa, disponibilizando todas as informações solicitadas e franqueando acesso integral aos documentos necessários para o andamento das investigações.

O comunicado destaca ainda que a instituição mantém “compromisso absoluto com a transparência e a verdade”, além de reforçar confiança no trabalho das autoridades e das instituições democráticas.

O Instituto Cariri também buscou tranquilizar alunos, pais, colaboradores e a população monteirense, afirmando que segue pautado pela responsabilidade e dedicação à educação na região.

“Queremos tranquilizar nossos alunos, pais, colaboradores e toda a sociedade monteirense, pautados na responsabilidade que sempre nortearam nossa história na região”, diz trecho da nota.

A direção da instituição afirmou ainda que permanece à disposição da comunidade para quaisquer atualizações e reiterou o compromisso contínuo com a educação e o desenvolvimento do Cariri. A nota é assinada pela vice-diretora Josilda de Souza Araújo.

Investigação da Polícia Federal

Nesta quarta-feira (27/5), a Polícia Federal deflagrou a Operação Libellum Falsum, com o objetivo de reprimir a compra e a utilização de certificados escolares falsos para burlar requerimentos de emissão de certificados de vigilante perante a PF. Na ação, policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Cabo Frio/RJ (3) e de Monteiro/PB (7).

A investigação foi iniciada após uma escola de formação de vigilantes sediada em Cabo Frio encaminhar à PF requerimentos de emissão de certificados de vigilante em favor de alunos que não haviam completado o ensino fundamental. A situação estava em desacordo com a alteração normativa que passou a exigir o ensino fundamental completo para fins de certificação profissional na área. Em razão da ausência de comprovação da escolaridade mínima exigida, os requerimentos foram indeferidos pela PF.

Em Monteiro, os policiais cumprem mandados em uma unidade escolar privada, localizada no Alto São Vicente, pertencente ao vereador Cícero Roberto. Os policiais ainda estiveram na Câmara Municipal à procura do gabinete do vereador proprietário da escola, porém, como todos os vereadores não possuem gabinetes próprios, logo deixaram o local.

A instituição investigada não apresentou documentação apta a comprovar a efetiva conclusão escolar dos alunos investigados, fato que resultou na suspensão de suas atividades.

Além disso, após esse caso, outros diplomas emitidos pela instituição de ensino de Monteiro/PB foram levados por requerentes à Unidade de Controle e Vistoria da Delegacia de Polícia Federal em Macaé/RJ, para fins de emissão do certificado de vigilante.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de falsidade ideológica e de uso de documento falso, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

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