O Instituto de Medicina Legal (IML) informou, nesta sexta-feira (24), que o corpo da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, será liberado aos familiares ou representantes legais após a conclusão de todos os exames periciais relacionados ao caso.
O chefe do IML, Flávio Fabres, informou que foram finalizados os procedimentos de perícia no local da morte violenta, autópsia e exames complementares, permitindo a liberação do corpo da vítima.
Chantal foi encontrada morta no dia 11 de março deste ano, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. O corpo estava dentro de uma mala e havia sido incendiado.
Relembre o caso
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a médica foi assassinada pelo namorado, o gaúcho Altamiro Rocha dos Santos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele transporta a mala com o corpo da vítima pelo elevador do prédio onde ela morava e, posteriormente, pelas ruas de Tambaú e Manaíra.
Outros registros mostram um homem ateando fogo ao corpo já na calçada de um prédio, em Manaíra. Conforme as investigações, esse homem seria uma pessoa em situação de rua que teria recebido drogas de Altamiro para incendiar o corpo da médica após o assassinato.
No dia seguinte ao crime, 12 de março, Altamiro Rocha dos Santos foi encontrado morto no bairro João Agripino, em João Pessoa. O corpo dele apresentava sinais de violência, estava decapitado e com mãos e pés amarrados.
Natural da França, Chantal era médica aposentada e havia escolhido João Pessoa para viver após deixar a profissão. Ela residia em um apartamento no bairro de Tambaú e, segundo a Polícia Civil, recebia uma aposentadoria do exterior estimada em cerca de R$ 40 mil por mês, valor que também era utilizado para ajudar financeiramente o companheiro, que não possuía renda fixa.
As investigações apontam que o casal se conheceu na orla da capital, onde Altamiro trabalhava com a venda de artesanato. Durante a pandemia, Chantal o acolheu em casa e os dois iniciaram um relacionamento. A Polícia Civil informou ainda que o investigado fazia uso de drogas, situação que gerava desentendimentos entre o casal, embora vizinhos tenham relatado que as discussões não eram frequentes.
Com ClickPB












