Desembargador transfere juiz que analisaria pedido de prisão de Rodolpho pela morte de agente em JP

O juiz Antônio Maroja, que analisaria o pedido de prisão preventiva do estudante Rodolpho Gonçalves Carlos, 24 anos, suspeito de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento, 34 anos, em uma blitz da Lei Seca, em João Pessoa, foi transferido de comarca por decisão do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Jóas de Brito Pereira Filho.

Conforme portaria assinada pelo desembargador, o juiz Maroja passa a responder pela 1ª Vara Mista da Comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, a partir dessa quinta-feira (2). Com a decisão, o juiz deverá se ausentar da presidência interina do 1º Tribunal do Júri da Capital, e não julgará o pedido de prisão contra Rodolpho, que foi representado pela Delegacia de Homicídios de João Pessoa e teve o parecer favorável do Ministério Público, que também apresentou denúncia por homicídio doloso contra o motorista do Porshe.

O desembargador Joás de Brito tomou posse nesta quarta-feira (1º), como presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), para um mandato de dois anos.  O evento bastante prestigiado por marcado por protesto dos agentes de trânsito, que usando cartazes, pediram justiça pela morte do colega.

Joás de Brito foi o responsável por conceder o habeas corpus suspendendo o mandado de prisão temporária de Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, que tinha sido expedido pela juíza Andrea Arcoverde, plantonista do 1º Juizado Especial Misto do Fórum de Mangabeira, em João Pessoa, no dia 21 de janeiro, mesmo dia do atropelamento de Diogo.

O habeas corpus foi emitido na madrugada do domingo dia 22, cerca de seis horas depois do mandado de prisão e assinado por Rodolpho Gonçalves por volta das 3h da madrugada. Com o HC, o jovem deixou de ser considerado foragido da Justiça conforme tinha sido divulgado pela Polícia Civil.

Atropelamento

O servidor do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), Diogo Nascimento comandava uma blitz da Operação Lei Seca na Avenida Governador Argemiro de Figueiredo no momento do acidente. Ele foi atingido por um Porsche que trafegava em alta velocidade. O motorista fugiu sem prestar socorro, mas, devido ao impacto da batida, a placa do veículo caiu na pista e foi apreendida pelas autoridades.

Segundo o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, Diogo está internado em estado grave na UTI com politraumatismo.

 

De Olho no Cariri

Com Agora PB

 

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O prefeito de Prata, Genivaldo Tembório, divulgou nesta segunda-feira (14) uma nota oficial sobre os acontecimentos registrados durante um ato político realizado no município no último sábado (12), envolvendo a atuação de policiais militares.

Na manifestação, o prefeito demonstra preocupação com o episódio, defende que os fatos sejam esclarecidos com transparência e responsabilidade e ressalta a necessidade de ouvir todas as partes envolvidas. Genivaldo também reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de manifestação e a paz social, além de defender a apuração de eventuais excessos pelos órgãos competentes.

*NOTA OFICIAL*

Diante dos acontecimentos registrados no último sábado (12), durante um ato político realizado no município de Prata, venho a público manifestar minha preocupação com os fatos envolvendo a atuação de policiais militares durante a mobilização.

Prata é uma cidade de gente pacífica, onde sempre defendemos o respeito às diferenças, à liberdade de expressão e ao direito de cada cidadão participar da vida política e democrática do nosso país.

Independentemente de posições partidárias ou ideológicas, nenhum cidadão deve ser tratado de forma desrespeitosa ou sofrer qualquer tipo de abuso. Da mesma forma, reconhecemos a importância das forças de segurança pública e o papel fundamental que desempenham na preservação da ordem e da segurança da população.

Por isso, considero fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos, com transparência, responsabilidade e respeito ao Estado Democrático de Direito. É necessário ouvir todas as partes envolvidas e permitir que os órgãos competentes realizem a apuração necessária, sem prejulgamentos.

Como prefeito de Prata, reafirmo meu compromisso com a democracia, com a liberdade de manifestação e com a paz social. Nossa cidade não pode ser palco de intolerância política ou de qualquer atitude que coloque em risco a integridade e a dignidade dos nossos cidadãos.

Defendo que eventuais excessos sejam rigorosamente apurados e, caso sejam constatadas irregularidades, que sejam adotadas as providências cabíveis pelas autoridades competentes.

Prata-PB, 14 de setembro de 2026.

Genivaldo Tembório
Prefeito de Prata