Central de Transplantes registra 30ª doação de múltiplos órgãos de 2026

A Central de Transplantes da Paraíba registrou, nesse domingo (13), mais uma doação de órgãos no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande. Esta foi a 30ª doação do ano registrada no estado.

O doador foi um homem de 28 anos, vítima de um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave. Após a confirmação da morte encefálica, por meio de exames clínicos e de imagem, e com a autorização da família, foram captados o fígado, os dois rins e as córneas.

Para a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Rafaela Dias, a decisão da família representa um gesto de solidariedade que pode transformar a vida de outras pessoas. “A doação de órgãos é um gesto de extrema generosidade, especialmente em um momento de profunda dor para a família. É essa decisão que permite que outras pessoas tenham uma nova oportunidade de vida. Nossa equipe trabalha com muito empenho e responsabilidade em todas as etapas do processo, para que a vontade da família seja respeitada e para que os órgãos possam chegar, com segurança, aos pacientes que aguardam por um transplante”, enfatizou.

Ao longo do ano, 129 pessoas já foram beneficiadas com a realização de transplantes no estado e 773 pacientes ainda aguardam na lista de espera por um órgão ou tecido.

De Olho no Cariri

Com Notícia Certa PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri