Ministério nega que jornada diária de oito horas de trabalho aumentará

carteira-trabalhoO Ministério do Trabalhou informou hoje (9), por meio de nota, que não haverá aumento da jornada diária de oito horas de trabalho. A jornada de trabalho de 44 horas semanais também não será alterada. As informações foram divulgadas depois de polêmica envolvendo o ministro da pasta, Ronaldo Nogueira, após reunião com sindicalistas nesta quinta-feira (8). Nogueira disse que a reforma trabalhista deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o fim deste ano e, entre as medidas em pauta, está a proposta que formalizará jornadas diárias de até 12 horas.

De acordo com o ministério, o que está em estudo é a possibilidade de permitir que convenções coletivas ajustem a forma de cumprimento da jornada de 44 horas semanais da maneira que seja mais vantajosa ao trabalhador. O objetivo da medida é dar segurança jurídica às jornadas que ainda não são reconhecidas formalmente. Como exemplo, a nota cita a escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso e o cumprimento da jornada semanal de 44 horas semanais em cinco dias da semana.

“De fato, a atualização da legislação trabalhista deve ser realizada em benefício do trabalhador brasileiro, consagrando por força de lei institutos já há muito tempo amplamente utilizados por diversas categorias profissionais, mas que hoje carecem da devida segurança jurídica, sendo objeto das mais diversas interpretações judiciais”, diz a nota.

Reforma trabalhista

1034001-02082016-img_3635A proposta de reforma trabalhista em estudo pelo governo deve contemplar também a criação de dois novos modelos de contrato. Avalia-se considerar o tipo que inclui horas trabalhadas e produtividade, além do modelo que já vigora atualmente, baseado na jornada de trabalho. O objetivo das medidas é aumentar a segurança jurídica de contratos que não estão estipulados pela legislação trabalhista, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo Nogueira, a reforma pode reduzir o desemprego e a informalidade.

Nogueira diz que não haverá retirada de direitos trabalhistas. “Não há hipótese de mexermos no FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], no 13º [salário], de fatiar as férias e a jornada semanal. Esses direitos serão consolidados. Temos um número imenso de trabalhadores que precisam ser alcançados pelas políticas públicas do Ministério do Trabalho”, disse o ministro em reunião da Executiva Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Em agosto, o ministro anunciou que o governo mandará uma proposta de atualização da legislação trabalhista ao Congresso. Na ocasião, Nogueira garantiu que os direitos dos trabalhadores serão mantidos. Ele disse que “o trabalhador não será traído pelo ministro do Trabalho”. Para Nogueira, a reforma vai criar oportunidades de ocupação com renda e consolidar os direitos.

Reação

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) rejeitou a explicação do ministro, o que considerou como “manobra” do governo Temer. A entidade sindical convocou protestos para domingo (11) em São Paulo contra o que considerou jornada de “trabalho escravo” proposta pelo governo.

 

De Olho no Cariri 

Com Agência Brasil

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Lula (PT) soma 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de 2º turno da disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, em situação de empate técnico.

O Datafolha também apresentou cenários de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Veja, abaixo, os números das cinco simulações de 2º turno.

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 47% (eram 46%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 44%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 7% (eram 8%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 46% (eram 46%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Romeu Zema

  • Lula (PT): 48% (eram 49%)
  • Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 48% (eram 47%)
  • Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Augusto Cury

  • Lula (PT): 46% (eram 44%)
  • Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

Com Portal G1