Governo envia reforma da Previdência ao Congresso este mês

michel_temer-foto-walla_sntos_13Apesar dos apelos de partidos da base aliada para adiar o envio da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, o presidente Michel Temer decidiu que vai mandar a proposta este mês, antes das eleições municipais.

A reforma da Previdência tem sido anunciada pelo governo desde que Temer assumiu a Presidência como interino, em maio deste ano. Parlamentares de partidos aliados, porém, argumentavam que o envio agora poderia atrapalhar as disputas eleitorais por ser uma medida impopular.

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, Temer manifestou-se hoje (6) no sentido de enviar ainda neste mês a proposta, como havia prometido em ocasiões anteriores.

“Nós temos que entender que temos uma base parlamentar que tem posição diferente e está dialogando com o presidente. O segredo agora do presidente Michel é fazer com que a base tenha um consenso mínimo. Ele quer mandar antes [das eleições]”, disse. Segundo Padilha, que não quis estipular uma data para o envio, o “diálogo” para o envio da proposta será feito “assim que tivermos quórum”.

Para o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a dúvida sobre a data era mais uma questão de estratégia do que eleitoral. Ele informou que teve nesta terça-feira (6) conversas com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre o assunto.

“É uma questão de estratégia parlamentar e não de mérito. O governo já tomou a decisão, acha que não tem condição de manter do jeito que está. A base defende, a reforma é necessária para colocar o Brasil nos trilhos”, disse. Para Geddel Vieira Lima, Temer analisou os “custos e benefícios” e achou melhor “sinalizar claramente” para a necessidade do envio imediato da proposta até por uma questão “simbólica”.

Vieira Lima disse também que os pontos mais polêmicos, como idade mínima aos 65 anos e transição aos 50 anos, estão sendo fechados “provavelmente esta semana” para que sejam encaminhados ao Congresso. “Basicamente não tem discordância, agora é levar à apreciação do presidente da República”.

 

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Lula (PT) soma 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de 2º turno da disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, em situação de empate técnico.

O Datafolha também apresentou cenários de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Veja, abaixo, os números das cinco simulações de 2º turno.

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 47% (eram 46%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 44%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 7% (eram 8%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 46% (eram 46%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Romeu Zema

  • Lula (PT): 48% (eram 49%)
  • Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 48% (eram 47%)
  • Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Augusto Cury

  • Lula (PT): 46% (eram 44%)
  • Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

Com Portal G1