Assentados do Cariri paraibano realizam intercâmbio

intercambioRepresentantes de seis assentamentos paraibanos das regiões do Agreste, Brejo e Cariri realizaram intercâmbio no assentamento Santa Cruz, em Campina Grande, a 121 quilômetros da capital João pessoa, para aprimorar as atividades na área de panificação. Os participantes são representantes dos grupos de Unidades Demonstrativas (UD’s) em panificação e beneficiamentos de alimentos já existentes nos assentamentos.

Durante a ação, eles conheceram as experiências do grupo União Renovada do assentamento Santa Cruz – composto por seis assentadas -, que produz bolos e salgados. Aprenderam ainda a aprimorar as técnicas para produção de pão, doces e massa de pastel. Os 30 participantes da atividade também receberam capacitação em gestão de grupos, para gerenciar as finanças e aprenderam como vender melhor os produtos no mercado.

Os agricultores e agricultoras são dos assentamentos Socorro, no município de Areia, Serra do Monte, em Cabaceiras, José Antônio Eufrouzino e Vitória localizados em Campina Grande e José Jovem, em Boa Vista. A atividade foi promovida pela Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção (Coonap), contrata pelo Incra/PB para prestar assistência aos assentamentos.

Aprimoramento na produção

Para os participantes, a troca de experiência foi importante no aprimoramento da produção. Na avaliação da agricultora Jaqueline Galdino, do assentamento José Antônio Eufrouzino, a atividade proporcionou um aprofundamento dos conhecimentos sobre os produtos da panificação e as técnicas de fabricação. “A troca de experiência nos ensinou muito sobre como produzir massas de boa qualidade”, disse ela.

O superintendente regional do Incra/PB, Cleofas Caju, elogiou a iniciativa dos participantes do intercâmbio que estão procurando aperfeiçoar a produção para competir melhor no mercado.

“Hoje, em todas as regiões da Paraíba existem produtos da reforma agrária sendo vendido nas feiras livres e no comércio. Além disso, ainda existem mais de 40 feiras agroecológicas que levam produção dos assentamentos para as cidades. Dessa forma, a nossa produção está avançando e gerando competitividade. Com isso, é necessário aprimorar as formas de produzir com qualidade para competir com mais eficiência”, destacou Caju.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil