Vereador de Campina rasga emendas na tribuna da Câmara: “Por ter palavra e não viver em cima do muro”

Um fato no mínimo inusitado ocorreu ontem (12), durante a discussão dos vetos feitos pelo prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) à Lei Orçamentária Anual deste ano, na Câmara Municipal de Campina Grande, quando o vereador Alexandre Pereira (União Brasil) rasgou na tribuna as emendas que havia apresentado para a efetivação das ´emendas impositivas´ ao Orçamento municipal, a partir deste ano.

Segundo o vereador que é da base do prefeito, o gesto teve por objetivo cumprir os compromissos que assumia perante os colegas de Câmara, o que não ocorreria com alguns deles. A manutenção dos vetos implicou na inviabilização, para este exercício, dessas emendas impositivas.

“O que eu vou fazer com isso (emendas) aqui hoje, por ter palavra e não viver em cima do muro eu terei que rasgar, mesmo tendo o risco quando descer as escadas encontrar o pastor Francisco e membros de tantas outras instituições que acreditaram em nós e não terão de nós essa ajuda. Não me serviu ficar aqui até as 02h da madrugada, mas para não carregar a pecha de traidor e digo a você não sei se vale a pena, mas durmo com minha consciência tranquila, pois sou refém da minha palavra”, disse Alexandre.

Os vetos do prefeito às mudanças feitas no Código Tributário Municipal e na atualização do Plano Diretor também foram mantidos.

De Olho no Cariri

Com PB Agora

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB