TJ nega pedido de liberdade da defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou, por unanimidade, nesta terça-feira (3), o recurso da defesa de Hytalo Santos e do marido, Israel Natã Vicente, pedindo a liberdade dos influenciadores. Eles foram condenados por produção de conteúdo pornográfico com menores no âmbito da Justiça Criminal.

O advogado Sean Abib argumentou na tribuna da Câmara Criminal do TJ que a prisão dos influenciadores não é mais necessária, tendo em vista as proibições de Hytalo e Israel de terem acesso às redes sociais. “[A prisão] seria, na visão da defesa, uma antecipação de pena”, cita.

No entanto, o relator do recurso, João Benedito da Silva, votou pela manutenção da prisão. No voto o magistrado destacou que a tentativa de fuga de Hytalo e Israel quando a prisão preventiva deles foi determinada “demonstra risco real à aplicação da lei penal”.

“A comprovação de prévia tentativa de fuga para São Paulo naquela ocasião foi levantada após a decretação inicial da prisão preventiva, o que demonstra risco real à aplicação da lei penal”, sustentou o desembargador, que foi acompanhado no voto pelos demais desembargadores da Câmara Criminal do TJ.

Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, desde o dia 28 de agosto de 2025.

Com MaisPB

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Cerca de 10 novas vítimas de um casal investigado por estelionato e falsidade ideológica se apresentaram para a Polícia Civil denunciando terem sofrido os crimes. A informação foi confirmada para a imprensa pelo delegado Lucas Sá, nessa terça-feira (3). Estima-se que o prejuízo causado pelo casal já esteja em R$ 400 mil.

O casal, uma mulher de 33 anos e o namorado de 31 anos, foram presos pelos crimes em 23 de outubro, mas soltos em audiência de custódia posterior. Ao todo, de acordo com a Polícia Civil, são 20 vítimas confirmadas de terem sofrido os crimes do casal.

De acordo com a Polícia Civil, o casal teria aberto contas bancárias e contratado cartões de crédito em nome de vários funcionários de uma padaria no bairro de Mangabeira. A mulher é responsável pelo setor de RH do estabelecimento, com mais de 20 funcionários.

Ainda segundo as investigações, a mulher pedia para os funcionários enviarem fotos do rosto, informando que seriam para o registro de ponto. Após envio das imagens, ela contratava contas e cartões pelo aparelho celular.

A investigada solicitava o envio dos cartões físicos para o endereço do namorado, que tinha conhecimento das fraudes e também foi preso em flagrante. O nome dos suspeitos não foi divulgado.

Lucas Sá, responsável pela investigação, disse em entrevista, que vai pedir, de forma emergencial, a retirada dos nomes dessas vítimas da lista de inadimplentes.

“Todas essas vítimas serão incluídas na investigação e o que a gente vai pedir agora é as medidas mais urgentes. Por exemplo, tem pessoas aí que tiveram toda a sua renda ali, do dia dia, da subsistência, comprometida, e tão inclusive negativadas no Serasa ,não podem nem contratar um cartão de crédito para manter a família por razão dessas fraudes. Então nós iremos comunicar hoje mesmo a justiça esses fatos, pedir as medidas cabíveis“, disse.

Além dos pedidos na Justiça para a retirada de nomes de lista de inadimplentes, a Polícia Civil informou que vai continuar investigando o caso para apurar se há ainda outras vítimas.

Com Jornal da Paraíba