Tebet diz que corte de gastos não vai atingir obras de educação e saúde previstas no PAC

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta quinta-feira (18) que o governo federal vai realizar corte de gastos, mas que as obras previstas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente nas áreas de educação e saúde, estão preservadas de eventual redução orçamentária.

“Não tem nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte”, disse Tebet em entrevista para a EBC.

“O PAC está preservado ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura, a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses, porque a cada dois meses a gente faz essa revisão, repor de outra forma”, completou.

Atualmente, a equipe econômica realiza um pente-fino nas contas públicas para saber em quais áreas vão sofrer cortes. Recentemente, o governo determinou a redução de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias para cumprir a meta de déficit zero em 2024. O corte será para o ano que vem, mas é possível que parte do contingenciamento seja adiantada para 2024.

“Então, de forma, objetiva, vamos ter que cortar gastos, é verdade, mas vamos cortar gastos naquilo que efetivamente está sobrando. Fraude, erros, irregularidades. E obviamente na hora que tivemos que cortar, vamos reestruturar alguns programas para poder ter aquilo que mais precisa. E onde mais precisa? Educação e saúde”, argumentou Tebet.

Tebet se reúne, na tarde desta quinta-feira (18), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro vai ser realizado no Palácio do Planalto e os cortes no orçamento devem estar na pauta. Participam também da agenda os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e Rui Costa (Casa Civil).

LDO

A ministra do Planejamento e Orçamento comentou também o adiamento, pelo Congresso Nacional, da votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A Constituição Federal de 1988 determina que a matéria seja analisada pelos parlamentares antes do recesso legislativo. Embora tenha a lei, os deputados e senadores adiaram para o segundo semestre.

Para driblar a proibição, o Parlamento decretou o chamado “recesso branco”, uma pausa extraoficial que começa na próxima semana. O relator é o senador Confúcio Moura. “A LDO vai ser votada entre agosto e setembro, sem nenhum problema. Enquanto isso, temos outra missão tão importante quanto: a elaboração do Orçamento brasileiro… É uma ginástica e uma ginástica um pouco difícil, porque é uma conta matemática que parece simples, mas não é”, relatou Tebet.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB