Justiça da Paraíba determina suspensão de concurso público em Lagoa Seca

O concurso público da Prefeitura Municipal de Lagoa Seca foi suspenso pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que atendeu o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A decisão foi tomada na última quarta-feira (14), pela juíza Silmary Alves de Queiroga Vita.

A suspensão foi requerida pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, e determina que o Município reformule o edital do concurso, para estender a isenção da taxa de inscrição a candidatos que sejam de família de baixa renda, que façam parte do Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico).

O pedido da suspensão do concurso e da reformulação do edital foi feito pelo promotor de Justiça de Campina Grande, Márcio Gondim, que explicou que desde o inicio do ano, o Ministério Público vem recebendo várias denúncias sobre irregularidades na inscrição do concurso.

O cancelamento foi realizado após o MP constatar erro na isenção da taxa de inscrição dos candidatos inscritos no CadÚnico, fazendo com que o candidato preencha a renda familiar per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, comprovadamente com cadastro atualizado na base de dados da Secretaria Municipal de Ação Social de Lagoa Seca.

Para o Ministério Público, a exigência vai de desencontro a Lei Federal 13.656/2018, onde foi estabelecido critérios para conceder a isenção da taxa de inscrição, tendo ainda a exclusividade do concurso para os moradores da cidade, impedindo que pessoas de outros municípios realizem as provas.

A ação da suspensão foi realizada também após a prefeitura de Lagoa Seca não seguir as recomendações do MPPB. Na decisão da juíza, consta ainda que os candidatos poderiam sofrer danos, sendo impedidos de participar do concurso, após a negação da isenção da inscrição.

Silmary Alves explicou também que a obrigação de ter o cadastro atualizado na base de dados da Secretaria Municipal de Ação Social de Lagoa Seca faz com que a Lei Municipal limite a isenção apenas aos moradores da cidade.

“No contexto atual da Constituição Federal de 1988, tal tipo de isenção, limitada ao âmbito da circunscrição geográfica do ente municipal, para um concurso público que interessa toda a coletividade nacional, e não apenas local, possui caráter discriminatório, e infringe o objetivo fundamental da República Brasileira, nos termos do art. 3º, IV da Constituição além de ferir a máxima da igualdade insculpida no art. 5º do texto constitucional”, afirmou Silmary.

A juíza determinou ainda a intimação das partes sobre a decisão, marcando audiência de conciliação para o dia 3 de setembro.

Com informações do MPPB

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A Queijaria Pedra D’Água, de Boa Vista, conquistou quatro medalhas no concurso de produtos lácteos do evento Brasil Cachaça. Com o resultado, o empreendimento boavistense soma sete premiações em duas competições, com destaque para o iogurte de umbu, que recebeu a medalha Super Ouro.

O iogurte natural ganhou ouro, enquanto o queijo coalho pasteurizado, apresentado assado, e o Queijo Boa Vista receberam prata. Criado por Sávio Vitorino e Aline Gonzaga, o Queijo Boa Vista é maturado por 150 dias e foi batizado em homenagem ao município e à sua tradição na produção de queijos.

Na competição anterior, a Pedra D’Água conquistou duas medalhas de ouro, uma com o queijo coalho assado e outra com o queijo Romeu e Julieta. O queijo temperado com alho, cebola e salsa recebeu prata. Nos dois concursos, foram uma medalha Super Ouro, três de ouro e três de prata.

Ao comentar o resultado da competição anterior, o empresário Sávio Vitorino contou que a equipe celebrou assim que soube da premiação. “Desta premiação, nós ainda não fomos buscar as medalhas, mas já estávamos comemorando o destaque desde que soubemos e esta semana teremos novidades para Boa Vista.”

O prefeito Fernando Aires parabenizou a queijaria e destacou o impacto da conquista para a produção rural. “Além de movimentar a economia e gerar valorização da produção rural, o sucesso da queijaria também representa o potencial do município para incentivar pequenos empreendedores e fortalecer a agricultura familiar. A cada nova premiação, Boa Vista reafirma sua vocação para o setor agroalimentar, unindo tradição, qualidade e inovação.”

Fundada em junho de 2024, a Queijaria Pedra D’Água nasceu da aposta de Sávio e Aline na qualificação profissional e na produção artesanal. As premiações dão visibilidade a produtos que vão do tradicional queijo coalho ao iogurte de umbu e levam o nome de Boa Vista a novos públicos.