Candidato ao Governo da Paraíba declara apenas R$ 353,89 em patrimônio ao TSE

O candidato da Unidade Popular (UP) ao Governo da Paraíba, Yuri Ezequiel, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 353,89 para as eleições de 2026. O valor corresponde ao saldo de uma conta poupança.

A informação consta no pedido de registro da chapa apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponibilizado para consulta pública. A candidata a vice-governadora na chapa, Carminha Lourenço (UP), não declarou bens ou valores à Justiça Eleitoral.

Na declaração apresentada por Yuri Ezequiel, não aparecem imóveis, veículos ou outros bens. O único patrimônio informado pelo candidato é o saldo da conta poupança, no valor de R$ 353,89.

O valor declarado em 2026 é superior ao informado pelo candidato nas eleições municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de João Pessoa também pelo partido Unidade Popular. Na ocasião, Yuri Ezequiel declarou possuir R$ 187,21 em uma conta poupança.

Naquele ano, portanto, o candidato não havia declarado outros bens à Justiça Eleitoral.

A declaração de patrimônio faz parte dos documentos apresentados pelos candidatos no processo de registro de candidatura e fica disponível para consulta pública no sistema da Justiça Eleitoral.

Com PB Agora

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB