Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba

Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na Paraíba entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores após a rejeição das propostas apresentadas pelas duas instituições durante as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada de forma virtual pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba (Sintrafi-PB), nos dias 3 e 4 de setembro. A proposta apresentada pelo Banco do Brasil foi rejeitada por 77,38% dos votos válidos. Na Caixa Econômica Federal, o índice de rejeição chegou a 93,58%.

Na Caixa Econômica Federal, um dos principais pontos de rejeição é a proposta para o plano de assistência à saúde dos empregados. De acordo com o Sintrafi, os trabalhadores avaliam que o modelo apresentado pode comprometer a sustentabilidade do plano para funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

Já no Banco do Brasil, os bancários também consideraram insuficientes as propostas apresentadas pela instituição. Entre as principais preocupações está o plano de saúde dos funcionários do banco.

Segundo o sindicato, o aporte oferecido pelo Banco do Brasil não resolve os problemas relacionados ao financiamento e à sustentabilidade do plano.

Outro ponto de rejeição é a proposta de aumento real de 0,6% nos salários. Para o Sintrafi, o percentual é considerado insuficiente.

O sindicato informou que continuará mobilizando os trabalhadores durante a greve e cobrando o avanço das negociações com os bancos.

Como ficam os serviços

Com o início da greve, o funcionamento das agências do Banco do Brasil e da Caixa pode ser afetado conforme a adesão dos trabalhadores em cada unidade.

Durante a paralisação, os clientes podem utilizar canais digitais, aplicativos, terminais de autoatendimento e outros serviços que continuarem disponíveis.

A greve ocorre durante as negociações nacionais da categoria e poderá ser encerrada caso os bancos e os representantes dos trabalhadores cheguem a um novo acordo.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri