Tião diz que ‘pessoas de cima’ agiram contra sua candidatura ao TCE, mas não cita nomes

Um dia depois de desistir de disputar a vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado estadual Tião Gomes (PSB) disse, na manhã desta terça-feira (11), que “pessoas muito fortes” e de “cima” agiram para impedir o seu “sonho” de chegar ao cargo de conselheiro do TCE.

Durante o pronunciamento na Tribuna da Casa de Epitácio Pessoa, Tião sugeriu que o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos), indique “uma pessoa sua” para o posto, como forma de “mostrar a força” do Poder Legislativo.

“Gostaria de dizer, Adriano, coloque uma pessoa sua. Mostre seu valor. Mostre o nosso valor. Uma pessoa sua é uma pessoa nossa. Uma pessoa que com certeza vai ajudar a melhorar a Paraíba. Conte com meu apoio, com meu apoio integral. E jamais alguém diga que Tião foi traído. Não existe a palavra traição. O que aconteceu [para decisão de desistência] veio lá de cima, não foi daqui [da Assembleia]. Temos que assumir isso, olhando olho no olho”, destacou.

Questionado por repórteres, Tião Gomes preferiu não citar os nomes “para evitar problemas maiores”. Ele revelou que conversou com Adriano e disse que só não votaria em uma pessoa, mas não quis revelar quem seria.

Apesar de estar fora da corrida eleitoral por a vaga aberta pela aposentadoria de Arthur Cunha Lima, Tião Gomes voltou a citar que “o seu sonho não acabou”.

“Nós temos mais duas vagas e eu vou estar aqui para mostrar, como demonstrei hoje, os meus documentos. Sou homem limpo. Não faço vergonha a ninguém. Tenho duas coisas a fazer [no futuro]: ou ir para o Tribunal de Contas, ou ir para casa. A política estou encerrando, tenho que cuidar dos meus netos e cuidar da minha vida”, frisou.

Com MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB