Opera Paraíba: fim de semana registra mais de 570 procedimentos em Monteiro e outros oito municípios

O programa Opera Paraíba realizou, da última sexta-feira (5) até esse domingo (7), 573 procedimentos cirúrgicos, contemplando pacientes das cidades de João Pessoa, Mamanguape, Campina Grande, Solânea, Picuí, Itabaiana, Belém, Monteiro, Sousa. Foram 65 cirurgias gerais, 10 bariátricas, 35 ginecológicas, sete ortopédicas, quatro vascular, 179 otorrino, 91 pterígio, e 182 cataratas.

A iniciativa foi criada pelo Governo da Paraíba com o objetivo de facilitar e agilizar o acesso da população aos procedimentos cirúrgicos e, assim, reduzir a lista de espera por cirurgias em todas as regiões da Paraíba.

O agricultor João Ascendino, de 62 anos, da cidade de Cacimba de Dentro, passou por uma artroplastia de quadril (cirurgia que substitui a articulação do quadril “doente” por uma prótese) no Hospital de Clínicas. Ele já estava sem trabalhar e sem andar há três anos. “Eu não podia fazer mais nada, não podia trabalhar mais, não conseguia andar de moto, montar num cavalo, aí a solução era a cirurgia. Eu já estou conseguindo mexer a perna, que eu não conseguia, e acredito que vou conseguir andar. Quando fizer a cirurgia do outro lado, é que vai ficar bom mesmo”, contou, animado.

Outra beneficiada  no fim de semana foi a aposentada Luci Soares, que fez cirurgia de catarata no último sábado (6), no Hospital Geral de Mamanguape. Ela disse que esse já é o segundo olho operado. “A catarata estava tomando conta da minha vista toda. Vai fazer cinco meses que eu fiz a cirurgia do olho direito, e já estou aqui novamente pra fazer o outro olho. Isso é um bênção muito grande, muito feliz em poder ver as coisas direito e fazer meus serviços em casa, sem precisar de ninguém”, relatou.

Para participar do programa, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) deve procurar a secretaria municipal de saúde do seu município, ou fazer o cadastro pelo endereço operaparaiba.pb.gov.br, preenchendo o formulário, e anexando exames e laudos encaminhados pelo médico que confirmem a necessidade da intervenção cirúrgica.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri