Ministério Público apura caso de violência obstétrica após morte de bebê no Isea

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai apurar, a partir desta quarta-feira (11), uma denúncia de negligência médica no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), localizado no município de Campina Grande. O procedimento foi instaurado pela promotora de Justiça, Adriana Amorim, que atua na área de defesa da saúde de Campina Grande.

Segundo a promotora de Justiça, embora o MPPB não tenha sido acionado formalmente sobre o caso, foi instaurado, de ofício, uma notícia de fato para apurar a situação que envolveria violência obstétrica e teria causado a morte de um bebê, na maternidade.

A representante do MPPB disse, ainda, que tomou conhecimento do caso por meio das redes sociais e destacou que a Promotoria de Justiça está à disposição das vítimas para que sejam coletadas mais informações.

Ela também afirmou que, dentre as diligências determinadas, estão a solicitação de instauração de sindicâncias pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

Afastamento

A Secretaria de Saúde de Campina Grande afastou, na noite desta terça-feira (11), os profissionais da maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) que atenderam uma gestante vítima de uma suposta negligência médica. Na ocasião, a mulher perdeu o útero e o bebê morreu.

Anteriormente, a secretaria informou que iria abrir uma sindicância para apurar o caso. Horas depois, o órgão emitiu uma nota anunciando o afastamento dos profissionais envolvidos, até que o caso seja apurado.

“O afastamento se faz necessário enquanto durar a sindicância que investiga a ocorrência. A Secretaria de Saúde acrescenta que toda a apuração será feita com o máximo rigor e os profissionais terão amplo direito de defesa, no processo”, diz a nota.

Na última terça-feira (11), um pai denunciou nas redes sociais que o filho morreu na maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande, após a mãe da criança receber uma superdosagem de um medicamento para induzir o parto.

Segundo ele, a complicação também levou à retirada do útero da gestante. A Polícia Civil investiga o caso.

Com MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Paraíba fez história nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2026 ao conquistar o título de campeã nacional de luta olímpica por equipes, em competição realizada em Brasília. Entre os destaques da conquista estão os atletas Kevyn Fabian, de Sumé, e Pietro Enzo, de Monteiro, representantes do Cariri paraibano na equipe campeã.

A campanha paraibana foi marcada por grandes combates e pelo desempenho coletivo dos atletas, que enfrentaram equipes de estados como Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro.

Representando Sumé, Kevyn Fabian competiu na categoria até 44 kg, enquanto o monteirense Pietro Enzo defendeu a Paraíba na categoria até 52 kg. Os dois se juntaram a João Gabriel, da categoria 62 kg, Alex Sousa, nos 68 kg, e Rickson José, nos 75 kg, formando a equipe que levou o estado ao lugar mais alto do pódio.

Os atletas paraibanos são oriundos de diferentes projetos e instituições, incluindo o Instituto Otacílio Gama e o Campestre, de Campina Grande, além do Projeto Cariri, de Sumé.

Durante a competição, a Paraíba demonstrou qualidade técnica, organização e estratégia nos confrontos. As disputas decisivas contra o Rio de Janeiro foram acompanhadas por um grande público em Brasília e terminaram com a conquista do título nacional pelos paraibanos.

A participação de Kevyn Fabian e Pietro Enzo também evidencia o crescimento da luta olímpica no Cariri. Com representantes de Sumé e Monteiro integrando a equipe campeã brasileira, a região mostra que vem revelando atletas capazes de competir em alto nível no cenário nacional.

A conquista nos JEBs 2026 representa mais um importante resultado para o esporte paraibano e fortalece o trabalho desenvolvido na luta olímpica em diferentes municípios do estado.