“Foram diretamente para executar a vítima”, diz delegado sobre assassinato de ex-secretário de esportes de Boqueirão

O delegado Elias Rodrigues afirmou que o assassinato do secretário adjunto de Esportes de Boqueirão, Edvaldo Cordeiro, de 35 anos, foi uma execução motivada por questões pessoais. O crime ocorreu na tarde do último domingo (06), em plena comemoração de um torneio de futebol no Centro da cidade, e chocou a população local.

Segundo as investigações, Edvaldo participava de uma confraternização em uma área de lazer aberta, celebrando a vitória de um time local — atividade comum para ele, que era bastante engajado na promoção do esporte no município. Durante o evento, dois homens encapuzados chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles desceu armado e foi diretamente até a mesa onde a vítima estava, efetuando entre três e cinco disparos fatais.

“Eles foram diretamente para executar. Não houve tentativa de roubo, nem abordagem a outras pessoas. A ação foi direcionada exclusivamente à vítima”, declarou o delegado. O local estava cheio, com muitas pessoas e crianças presentes, o que torna o crime ainda mais grave.

Ainda segundo Elias Rodrigues, a vítima não tinha envolvimento com atividades ilícitas e não possuía dívidas. “Trata-se de uma motivação pessoal entre os suspeitos e a vítima. Mas não é um motivo que justifique tamanha barbárie”, disse.

As investigações apontam que os stories publicados nas redes sociais durante a comemoração podem ter exposto a localização de Edvaldo, facilitando a ação dos criminosos. A ausência de câmeras de segurança no local dificultou a coleta de imagens, mas a polícia já identificou os autores e está realizando diligências para capturá-los.

“Desde ontem estamos em campo. Já refizemos o trajeto de fuga e delimitamos a área onde os suspeitos podem estar escondidos. Nosso objetivo é prender esses indivíduos o quanto antes”, completou o delegado.

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1